Situação - Com o aumento contínuo da produção e a presença internacional da Suzano, a necessidade de trabalhar com um sistema capaz de operar
24 horas por dia e sete dias por semana tornava-se veemente. "A ampliação da capacidade da fábrica de Mucuri (BA), somada às aquisições e ao
crescimento de toda a companhia, exigia um sistema à altura", observa José Carlos Costa, CIO da Suzano Papel e Celulose.
O banco de dados utilizado pela empresa rodava em plataforma Unix e demandava a realização de paradas mensais de 16 horas para a reorganização da base.
"Essa limitação da plataforma mostrava-se cada vez mais incompatível com a realidade operacional da empresa", afirma Costa.
As reclamações dos usuários também eram uma constante e exigiam grande esforço da área de TI. "A estrutura estava sobrecarregada e os usuários nos
ligavam solicitando auxílio", relembra Adolpho Serra Daher, gerente do Departamento de Sistemas Integrados da Suzano. "Muitas vezes ficávamos apagando
incêndios."
O executivo conta que a situação era ainda mais crítica no final do mês. "A alta demanda de acesso aos relatórios impactava todas as áreas e, diante
do rápido crescimento da companhia, a atualização do ambiente tornou-se uma questão urgente", destaca Daher.
Solução - Mas a Suzano foi rápida em detectar - e solucionar - esse problema. No dia 7 de setembro concluiu o projeto que pôs fim a essas
dificuldades. Com a aquisição de novos servidores e a adoção de uma plataforma baseada no sistema operacional Microsoft Windows Server 2003 e no
banco de dados Microsoft SQL Server 2005, a empresa passou a contar com um ambiente adequado às suas necessidades e capaz de acompanhar o forte ritmo
de crescimento da corporação.
A possibilidade de reorganizar a base com o sistema rodando, característica do Microsoft SQL Server 2005, teve peso considerável na escolha da Suzano.
"O SQL Server 2005 permite a operação de reindexação on-line e de forma pouco onerosa.
Isso significa que podemos trabalhar sem paradas, o que representa um grande ganho", observa Roberto Florentino Santos, consultor de TI da Suzano.
Quando deu início ao projeto de atualização do ambiente de TI, no segundo semestre de 2005, a Suzano já tinha estabelecido alguns pré-requisitos para
a migração. Diante da notícia de que a SAP, fornecedora de seu sistema de gestão empresarial, descontinuaria as atualizações e os novos desenvolvimentos
para o banco de dados utilizado pela empresa a partir de 2007, a Suzano decidiu substituir a estrutura Unix por um banco de dados compatível com a
plataforma Windows.
A corporação começou a avaliar as soluções disponíveis no mercado. Os testes envolvendo as plataformas da IBM e da Microsoft duraram mais de um ano
até que em março de 2007 a companhia optou pelo Microsoft SQL Server 2005 e iniciou a implementação do sistema. "O SQL Server 2005 apresenta boa
performance e conectividade com outros bancos de dados, sendo capaz de extrair ou importar dados das mais diversas plataformas e formatos", comenta
Santos.
A possibilidade de planejar o backup com o menor impacto possível para o usuário final, aliada ao consumo reduzido de recursos, contou pontos a favor
da escolha do SQL Server 2005, segundo Santos.
Os testes ainda contemplaram o tempo de migração da base. "A princípio calculamos que a migração levaria 24 horas, mas as análises mostraram que só
seria possível concluir o trabalho em 40 horas", conta Túlio Pauletti Junior, analista de negócios sênior da Suzano.
Antes de realizar a mudança, a companhia promoveu uma série de simulações nos ambientes de desenvolvimento e de produção. "Esses ensaios foram muito
importantes. A documentação proveniente dos testes nos deixou mais seguros e foi decisiva para o sucesso da iniciativa", observa Daher.
O comprometimento de toda a equipe de TI nos testes para homologação do novo ambiente também foi decisivo para o sucesso do projeto, complementa
Pauletti Junior.
A HP ficou responsável pelo fornecimento dos 25 servidores Itanium 64 bits e pelo serviço de migração, atuando juntamente com a equipe de TI da
Suzano. A migração dos 850 GB do SAP, aproveitando o feriado de 7 de setembro, consumiu 36 horas, 4 menos que o previsto. "Paramos o sistema às 8
horas do dia 7 e o religamos às 20 horas do dia 8. Foi um sucesso", comemora Pauletti Junior.
Para usufruir de todos os benefícios do ambiente de 64 bits, em janeiro de 2007 a Suzano havia promovido a atualização do SAP da versão 4.6c para 4.7,
compatível com a plataforma 64 bits. "Optamos por fazer as mudanças em etapas para minimizar o risco de falhas e diminuir o impacto", explica Daher.
Em paralelo à migração, a área de TI alterou algumas regras de seu sistema de gestão empresarial. A empresa ampliou o número de usuários de 850 para
1,7 mil. "Possuíamos muitos logins coletivos, o que gerava confusão", comenta Daher. A companhia também reduziu o volume de acessos simultâneos de
600 para 400 apenas diminuindo de 1 hora para 15 minutos o tempo que a aplicação pode ficar inoperante, ou seja, determinou que, depois de 15 minutos
sem ser manuseado, o sistema fecha automaticamente. "As medidas ajudaram a melhorar a performance da solução", destaca Daher
Benefícios - Para a equipe de TI a substituição do Unix pelo Windows Server 2003 representou uma quebra de paradigmas, já que a maioria dos
profissionais era especializada em Unix. "A mudança trará ganhos em termos de capacitação da equipe. Estamos iniciando o treinamento em Windows/SQL
para o time de Unix, e a meta é certificar os profissionais", afirma Daher. A adoção do Microsoft SQL Server 2005 no ambiente SAP também garante à
empresa uma estrutura mais homogênea.
Isso porque a companhia migrou seu sistema de planejamento de produção, o OptiVISION, para a plataforma Windows 2003/SQL Server 2005. "Em 2006, a
substituição atingiu a fábrica de Suzano. Em julho de 2007 foi a vez da unidade Mucuri e em outubro migramos a planta de Embu (SP)", lembra o consultor
de TI da Suzano.
Com isso, os principais sistemas do ambiente da Suzano já rodam na plataforma Microsoft. "A padronização do sistema operacional se reflete positivamente
nos custos de manutenção de TI", ressalta Daher.
O projeto da Suzano segue a tendência de mercado. Cada vez é maior o número de empresas que investem na padronização de sua arquitetura de olho na
redução de custos de gerenciamento e manutenção. O uso das plataformas Microsoft em operações de missão crítica também avança rapidamente.
Dados divulgados em junho de 2007 pelo instituto Gartner, indicam que a Microsoft atingiu 17,4% de participação no mercado mundial de banco de dados,
o que significou crescimento de 28% em 2006, quase o dobro do avanço do setor, cujo crescimento foi de 14,2% no período.
Os números da IDC confirmam a trajetória ascendente do Microsoft SQL Server. Segundo a empresa de pesquisa, as receitas provenientes do produto da
Microsoft avançaram 25% e o SQL Server atingiu participação de 18,6% em todo o mundo em 2006.
Três meses após a atualização do ambiente, a Suzano já comemora os resultados obtidos. O tempo médio de resposta da aplicação caiu de 2,5 segundos
para 0,33, superando as expectativas da empresa, cuja meta era alcançar tempo de resposta de 1 segundo. "As áreas de negócios atribuíam algumas
morosidades dos processos à lentidão do ERP. Com a melhoria de performance já recebemos muitos retornos positivos dos usuários", orgulha-se Daher.
A redução do tempo gasto na geração de relatórios também causou surpresas. O relatório de custos, que demandava 8 horas, hoje roda em apenas 1 hora.
A requisição de compras, por exemplo pode ser finalizada em um quinto do tempo gasto na plataforma anterior. "Para nós, usuários, a mudança foi da
água para o vinho", explica Luciano Meros de Oliveira, coordenador de Planejamento de Manutenção da Suzano Papel e Celulose.
Ele conta que antes da atualização da estrutura corporativa era necessário programar o aplicativo para rodar os relatórios de madrugada.
"A realização dessa tarefa ao longo do dia demorava muito e sobrecarregava o ERP, gerando lentidão em todo o ambiente", destaca Oliveira.
De acordo com o coordenador, a geração de relatórios durante a madrugada tornou-se uma prática comum, e às vezes o acúmulo de processamento fazia
com que o sistema derrubasse as tarefas mais pesadas para dar continuidade às demais. "Já aconteceu de chegarmos aqui de manhã e descobrir que nosso
job não tinha sido processado", lembra.
A migração mudou esse panorama. Hoje Oliveira pode solicitar a criação de relatórios em qualquer horário do dia e a tarefa é concluída rapidamente.
Os 22 funcionários da equipe de manutenção também conseguem extrair com mais facilidade a lista de solicitações de assistência para que possam iniciar
seu trabalho. "Isso ampliou a produtividade de minha área, pois cada segundo faz diferença", comemora Oliveira.
Além disso, a melhoria desonerou a equipe de TI, que recebia solicitações de ajuda ou reclamações em função da morosidade do aplicativo. "Quando
notávamos alguma lentidão no sistema, abríamos um chamado pedindo a intervenção
da área de TI", conta o coordenador de Planejamento de Manutenção da Suzano.
Na área de controladoria os efeitos da mudança também foram percebidos. A execução do cockpit no fechamento mensal dos custos da empresa, antes
executado em 8 horas, agora ocorre em 1,5 hora. Segundo Edney Pereira Mauro, analista financeiro da Suzano, alguns relatórios, que rodavam em 6
horas, são concluídos em 45 minutos.
Outro benefício que impactou diretamente as áreas de negócios é a possibilidade de reorganizar os dados com o sistema em operação, eliminando as
paradas mensais de 16 horas. "O sistema é muito estável e confiável, requisito essencial em ambientes de operação crítica como o nosso", destaca
Pauletti Junior.