*
Microsoft*
resultados por Bing
 
 
 
  Para realizar uma busca avançada, clique aqui.

 
Banco Central
Banco Central virtualiza servidores com Hyper-V do Windows Server 2008


"Com as soluções da Microsoft fizemos uma revolução sem traumas. Ganhamos em produtividade com um ambiente de TI mais simples e seguro."

Daniel Moyses Neto, diretor da divisão de sistemas operacionais do BC

Resumo
Muitos dos servidores que respondiam por funções essenciais do Banco Central do Brasil estavam para atingir em 2006 o final da vida útil ou da garantia. Em vez de investir na compra de novos equipamentos, a instituição decidiu adotar estratégias de virtualização e consolidação. Depois de trabalhar inicialmente com o Microsoft Virtual Server e, em 2008, conhecer várias características do Hyper-V presente no Windows Server 2008, o banco já explora uma ambiente virtualizado que, além de apresentar alta disponibilidade, vai contribuir para reduzir custos operacionais e de manutenção da área de TI.

Situação

Quem acredita que o tamanho do ambiente de tecnologia deve ser proporcional ao porte da organização ficaria surpreso ao conhecer o data center do Banco Central do Brasil (BC). Nos últimos anos, mesmo diante do crescimento da demanda por serviços, o número de máquinas que compõem o ambiente de TI da instituição sofreu uma redução significativa. A responsável por aumentar o espaço livre no centro de dados e viabilizar uma diminuição de 20% nos gastos com energia elétrica foi a tecnologia de virtualização, que apoiou o projeto de consolidação dos servidores.

Dos 530 servidores que compõem o parque da instituição, o projeto começou com 150 máquinas. Estas foram consolidadas em apenas 20 servidores, organizados em 10 pares de clusters, que abrigam hoje 100 máquinas virtuais. "A virtualização trouxe redução de custos com equipamentos, energia elétrica, ar condicionado e espaço físico", explica Daniel Moyses Neto, chefe da divisão de Sistemas Operacionais do Banco Central.

O executivo liderou o processo, que teve início em 2006 quando o BC começou a estudar uma saída para um problema que se anunciava: muitos de seus servidores atingiriam o final da vida útil ou da garantia e precisariam ser substituídos. Esses equipamentos respondiam por funções variadas, que iam desde serviços de impressão e hospedagem de sites importantes até aplicações críticas para as operações do banco. "Alguns aplicativos utilizavam mais de um servidor em função da criticidade e da demanda por redundância", relembra.

A missão da instituição deixa claro o tamanho da responsabilidade que a área de TI tinha em mãos. Encarregado de assegurar a solidez do sistema financeiro nacional, o Banco Central atua junto a instituições financeiras, órgãos internacionais, além de prestar atendimento à população. A estrutura de TI também apóia os 6 mil funcionários da instituição. Tudo isso exigia a definição de planos eficientes de migração e a implementação de soluções de alta disponibilidade e que possibilitassem a redução de custos.

Solução

O esforço para aprimorar o ambiente conduziu o Banco Central pelos caminhos da virtualização. Em uma primeira etapa, a instituição adotou o Microsoft Virtual Server 2005 R2 SP1 e o combinou com os recursos de clustering do Microsoft Windows Server 2003 R2 Enterprise x64 Edition nos equipamentos de 64 bits que foram adquiridos na época.

Com essas tecnologias da Microsoft, além das cem máquinas virtuais (Virtual Machine/VM) que operam na sede em Brasília, a organização montou uma estrutura composta por um servidor, com três a quatro máquinas virtuais, em cada uma das nove regionais do BC. Porém, tanto na sede quanto nas regionais, o Virtual Server permitia que as VMs fossem de apenas 32 bits.

Migração de valor

Em fevereiro de 2008, a equipe de TI do BC passou a trabalhar com a versão beta do Hyper-V, parte integrante do Microsoft Windows Server 2008. De acordo com Nelson Kolarik, analista de TI do Banco Central, várias características da tecnologia se mostraram adequadas ao que o banco demandava. "O Hyper-V é capaz de trabalhar com máquinas virtuais de 64 bits e 32 bits, em um ambiente com múltiplos processadores e com até 64 GB alocados por VM", destaca.

O executivo conta que o Banco Central analisou a estrutura com o auxílio do Microsoft Assessment and Planning Toolkit (MAP). A ferramenta provê inventários e relatórios de uso da rede, capacidade de memória, entre outros, ajudando a selecionar quais equipamentos estão aptos a receber máquinas virtuais. Além disso, a solução fornece elementos capazes de nortear a migração para o Windows Server 2008.

O passo seguinte foi iniciar a migração do Virtual Machine para o Hyper-V. Até novembro, quatro dos 20 servidores virtualizados estavam operando com base na nova solução da Microsoft. "A implementação do primeiro cluster, formado por dois equipamentos físicos, foi concluída em uma semana. O segundo cluster levou menos de um dia, uma vez que já tínhamos documentação sobre o processo", conta Kolarik.

Entre os aplicativos que operam nas máquinas virtuais estão bancos de dados, serviços web e sistema de antivírus. A meta é migrar gradativamente as aplicações que atualmente rodam no Virtual Server 2005 R2 para o Hyper-V. Nos próximos seis meses, os 20 equipamentos físicos já devem trabalhar com ele. "Estamos aguardando a chegada das máquinas, adquiridas recentemente por meio de uma licitação, para dar continuidade ao projeto", afirma Moyses Neto.

Benefícios

De acordo com ele, concluída essa migração, o Banco Central irá difundir a tecnologia. Atualmente, a instituição possui cerca de 400 servidores rodando com o Windows, e a perspectiva para 2009 é consolidar a estrutura, totalizando aproximadamente 250 máquinas. "Esse número vai depender do aumento da demanda por serviços internos e externos, que cresce continuamente e em ritmo acelerado", observa.

Indicadores positivos

Para o BC, a adoção da virtualização significou um grande ganho de flexibilidade, já que é possível implementar novas aplicações em máquinas virtuais com agilidade. "Podemos moldar nossa infra-estrutura para hospedar novos servidores com mais rapidez, de acordo com a demanda do banco. Isso se traduz em melhor qualidade de serviço", afirma Moyses Neto.

A possibilidade de transferir máquinas virtuais entre servidores também facilitou o dia-a-dia e ocasionou a diminuição no volume de chamados técnicos. Pela análise de Kolarik, a migração de máquinas virtuais entre hospedeiros é cerca de 20% mais rápida do que no cenário anterior. "Isso garante períodos de paralisação mínimos quando, por algum motivo, é necessário realizar a transferência de VMs", comenta.

Na avaliação de Volnys Borges Bernal, pesquisador do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o grande ganho proporcionado pela virtualização é a flexibilidade. "A empresa ou instituição consegue reduzir o tempo de resposta na implementação e migração de aplicações. Isso se traduz em rapidez", aponta. Além disso, a virtualização também proporciona maior disponibilidade e maior garantia de continuidade dos negócios em situações de falhas. É por tudo isso que, de acordo com o Gartner, a virtualização ocupa a primeira posição no ranking de tecnologia com maior importância estratégica para 2009. Em 2008, estava em quinto lugar na lista.

Com o Hyper-V e as tecnologias de cluster, o BC tem hoje um ambiente virtualizado de alta disponibilidade, com planos eficientes de contingência. Apesar de a mudança não ser percebida pelo usuário, ela traz impactos na rotina da equipe tecnológica, ao garantir que o sistema esteja sempre no ar.

A recuperação de desastres na área de TI do BC também está mais ágil. Situações que antes exigiam mais de duas horas para voltar à normalidade hoje, na maioria dos casos, se regularizam em menos de um minuto, graças às ferramentas que viabilizam o rápido provisionamento de servidores.

O aumento de desempenho foi outro benefício que o BC identificou com a migração para o Hyper-V. De acordo com Kolarik, houve um salto de velocidade de até 70% no acesso ao disco e de 50% no processamento em relação ao Virtual Server.

Ao consolidar e virtualizar servidores, o BC diminuiu ainda os gastos com licenças de software e com manutenção. "A redução do número de máquinas afeta a área de suporte. Contabilizamos uma economia de 30% no contrato de manutenção", revela Moyses Neto.

Operações estáveis

Flexibilidade e redução de custos com hardware, software, energia e suporte são os grandes apelos da virtualização, mas para que o sonho de criar VMs facilmente não vire um pesadelo, é preciso ter cuidados. "A criação de máquinas virtuais sem um controle e políticas pode transformar a estrutura em um caos se não houver a gestão apropriada das máquinas", explica Reinaldo Roveri, gerente de análise de mercado do IDC Brasil.

O especialista lembra que picos de processamento nas máquinas virtuais que operam em um mesmo servidor físico, quando subdimensionadas, podem comprometer a performance. Daí a importância de gerenciar o ambiente e poder transferir máquinas virtuais de um equipamento para outro com facilidade. "As empresas demandam uma solução de gestão única, que as permita administrar tanto máquinas virtuais como físicas", comenta o analista.

Para controlar de perto a estrutura, o BC usa o Microsoft System Center Virtual Machine Manager. Com essa ferramenta, é possível acompanhar o status das máquinas virtuais, para verificar as aplicações executadas, a partir de um único console. "Assim, conseguimos mover VMs e realizar as demais rotinas de forma simples", afirma Kolarik.

O balanceamento de carga, proporcionado pelo Virtual Machine 2008, assegura alta disponibilidade na execução dos serviços críticos. "Com o Virtual Machine Manager 2008, o gerenciamento do ambiente torna-se centralizado, aumentando a produtividade em aproximadamente 20%", comemora Moyses Neto.

Isso coloca o BC no que a IDC classifica como "virtualização 2.5", cujo foco está na continuidade dos negócios (veja texto O avanço da consolidação). "Nessa etapa, as corporações conseguem distribuir e monitorar, automaticamente, a carga de acordo com o nível de ociosidade dos servidores da rede", detalha Roveri.

A segurança, obsessão do sistema financeiro, também foi contemplada. Além das ferramentas atuais, o BC planeja implementar o System Center Data Protection Manager. "Nosso foco sempre é aprimorar o ambiente para que a organização possa operar com excelência e cumprir sua missão", explica Moyses Neto. É a área de TI do BC colocando em prática conceitos que a instituição sempre persegue: estabilidade, eficiência e economia sustentável.

Data de publicação: 6/1/2009 - Última atualização: 6/1/2009







Cenário
Outros
Virtualização


A situação
Muitos dos servidores do BC precisavam ser substituídos, pois se aproximavam do final da vida útil ou da garantia. Além disso, o banco desejava criar planos de contingência eficientes e ter uma solução para oferecer novos servidores com agilidade.

A solução
Em vez de investir na compra de novos equipamentos, o Banco Central decidiu adotar métodos de virtualização e consolidação de servidores usando inicialmente o Microsoft Virtual Server 2005 e depois o Hyper-V.

Os benefícios
  • Alta disponibilidade
  • Maior flexibilidade
  • Alto desempenho
  • Menor custo de manutenção


Banco Central



Perfil da empresa
Criado em 1964, o Banco Central (BC) do Brasil é uma autarquia federal cuja principal função é definir as políticas monetárias e garantir a estabilidade e o poder de compra da moeda do país.

Endereço web
www.bc.gov.com.br/

Estado
DF

Segmento
Serviços financeiros

Este estudo de caso tem propósito informativo apenas. A Microsoft não se responsabiliza, direta ou indiretamente, pelos dados fornecidos pelas fontes consultadas. Microsoft, Windows, o logo do Windows e demais produtos Microsoft citados neste texto são marcas registradas da Microsoft Corporation nos Estados Unidos, no Brasil e/ou em outros países. Os nomes das companhias e dos produtos mencionados são marcas registradas das respectivas empresas.


©2013 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados. Entre em contato |Nota Legal |Marcas comerciais |Política de Privacidade