Educando o Cidadão do Século XXI: Novas Necessidades e Novas Ferramentas

Publicado em: 04 de Agosto de 2004 | Atualizado em: 04 de Agosto de 2004

Educando o Cidadão do Século XXI: Novas Necessidades e Novas Ferramentas

O perfil do que chamamos de estudante está evoluindo constantemente. Uma vez definida como "idade escolar" de 5 a 24 anos, o estudante "tradicional" ia à escola em período integral. Na graduação, o acesso a mais educação tornou-se difícil ao assumir responsabilidades de trabalho, família, e compromissos de adulto. Na década passada, o PC e a Internet transformaram o acesso que os adultos têm às oportunidades educacionais, “tornando-as possíveis para mais indivíduos que nunca ao acessar conhecimento e aprender de novas e diferentes maneiras”.1

A Internet expandiu o acesso à informação, tirando a dependência tanto do professor como do estudante de um limitado alcance às fontes de informação. A educação não está mais determinada pelos limites do professor, dos livros de textos, ou pelos livros de referência da biblioteca da escola. A educação está limitada somente ao interesse do estudante. Esses novos modelos de aprendizagem possibilitam ao professor agir como um facilitador do aprendizado, um mentor, e guiar o estudante através de assuntos que não exijam que o estudante passe um número de horas pré-estabelecido na sala de aula. A Internet agora traz acesso às bibliotecas do mundo para escolas e residências remotas. A tecnologia acelerou o crescimento e expandiu a definição do perfil do estudante “não-tradicional”.

Novos modelos de aprendizado têm também emergido com o crescimento do número de escolas domésticas e escolas de currículo livre. Alternativas de aprendizado não-tradicional estão crescendo em popularidade, possibilitando a mais estudantes de hoje, de qualquer idade, a oportunidade de desenvolver experiências de aprendizado mais personalizadas e ligadas aos seus objetivos de aprendizagem individuais e a seus estilos de vida.

Inclusão digital

Todos nós reconhecemos que o acesso à tecnologia não é distribuído igualmente. Ainda existe uma disparidade entre aqueles que têm a possibilidade do digital e aqueles que não a têm. Somente 31% dos estudantes aproveitam o acesso à Internet em casa. 56% dos estudantes nos Estados Unidos têm acesso à Internet na escola.2

Mas não é somente o acesso à tecnologia que é importante na criação de um mundo de inclusos digitais. Mais importante é a aquisição de "aptidão literária digital" — o conhecimento e habilidades necessários ao uso destas tecnologias e a habilidade de se adaptar ao rápido compasso de suas mudanças que são a indicação de qualidade e legitimidade de seu desenvolvimento corrente. O entendimento de como estas tecnologias trabalham e a construção deste conhecimento para a adaptação de artifícios mais novos fornecem as oportunidades de sucesso nos locais de trabalho e de participar ativamente da sociedade.

Judy West, uma autora baseada em Dallas, consultora, e especialista em recrutamento via Internet, indicou em artigo recente3 que trabalhadores que não têm Internet nem conhecimento da tecnologia são "equivalentes aos imigrantes chegando ao porto de Nova York pela primeira vez. Os imigrantes que fizeram o investimento em aprender como falar, ler, e escrever inglês fluentemente conseguiram os trabalhos mais bem remunerados. Aqueles que aprenderam somente como falar inglês conseguiram trabalhos de medianos a mal-remunerados, e aqueles que não aprenderam inglês de jeito nenhum conseguiram trabalhos braçais, de cavar valas, e outros trabalhos mal-remunerados".

A habilidade de acessar, usar e se adaptar às ferramentas de nosso tempo está se tornando um conjunto de práticas necessárias para o sucesso acadêmico e profissional. Muitas escolas estão tentando integrar habilidades computacionais nas salas de aula atualmente, e John Bailey, Diretor do Departamento de Tecnologia Instrutiva do Escritório de Educação dos Estados Unidos, indicou que a tecnologia será essencial para implementar os requisitos do Ato Nenhuma Criança Deixada Para Trás do Presidente Bush.4 A inclusão digital é imperativa para todos os cidadãos do século XXI.

Gallaudet Traz Habilidades de Tecnologia da Informação (TI) para Programas de Graduação Destinados a Estudantes Surdos

A missão da Universidade de Gallaudet, em Washington, D.C., trabalha como uma compreensiva instituição de educação superior com vários propósitos para cidadãos surdos ou com dificuldades para ouvir dos Estados Unidos e do mundo. Estudantes surdos ou com dificuldades para ouvir podem escolher dentre os mais de 40 grandes campos de estudo, incluindo ciência da computação, mídia digital, e sistemas da informação por computador.

No ano escolar de 2002–2003, a Gallaudet atuou como uma Academia de TI da Microsoft oferecendo aulas voltadas para certificações profissionais em TI da Microsoft a estudantes como parte de seus programas de graduação acadêmica, fornecendo:

Cursos com duração de três semestres oferecidos via:

- Treinamento e Estudo Profissional
- Programa CIS para estudantes graduados e não-graduados e para adultos trabalhadores

Aulas preparatórias para a certificação em cinco sábados

A Gallaudet alcançou vários objetivos com estes programas:

- Promoção da obtenção de empregos lucrativos para seus estudantes
- Oferta de oportunidades para auxiliar em seus avanços profissionais para adultos trabalhadores surdos ou com dificuldade para ouvir
- Ajuda no desenvolvimento da habilidade e capacitação em TI

Cidadãos com Deficiências

Em uma discussão sobre inclusão digital, devemos considerar que um entre cinco americanos com mais de 16 anos tem algum tipo de deficiência. Assim como a idade da população, o número de aprendizes com limitações visuais, auditivas, ou físicas continuarão a crescer. Dentre americanos de todas as idades, quase 60% daqueles com deficiências nunca usaram um computador pessoal comparados aos 25% daqueles sem deficiência.5 Estudantes com deficiência abrangem 11% dos estudantes até 12 anos e 7% dos estudantes iniciando o pós-secundário.6

Um dos mais poderosos usos da tecnologia é a "tecnologia assistida" que ajuda às pessoas com deficiências a estabelecer interface com o computador. Pessoas que são deficientes visuais estabelecem a interface com o computador através de sintetizadores de voz, pessoas com dificuldades de audição são assistidas com legendas, e pessoas sem os braços podem usar dispositivos alternativos que permitem a comunicação através do intermédio global da Internet. Essas tecnologias assistidas não somente dão poder às pessoas com deficiências, como também fazem a interface com o computador mais fácil para todos nós.

Educadores têm a obrigação por lei, através do Ato Americanos com Deficiências, a oferecer acesso igualitário à tecnologia para todos os estudantes. Empresas de tecnologia como a Microsoft estão trabalhando para avançar as tecnologias assistidas, incluindo guias e ferramentas que sejam incorporadas em seus produtos e Web sites.7 Planejar o acesso a um site da Internet ou a um curso logo no início é bem mais barato. Projetos que criam barreiras prejudicam a todos, não somente àqueles com deficiências.8

O acesso às capacidades do computador é transformador, dando poder às pessoas com deficiência para obter emprego e alcançar independência como nunca antes. Este acesso não deve ser negado quando a tecnologia existe para trazer igualdade de acesso. Devemos insistir que todos os Web sites e todos os programas de aprendizado à distância possibilitem o acesso a uma audiência o mais abrangente possível.

1 The Power of the Internet for Learning, Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos; Prefácio do Senador Bob Kerrey, relator, e do deputado Johnny Isakson, vice-relator, Dezembro de 2000
2 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 26
3 Enbysk, Monte, artigo da revista bCentral, Tech Skills the Ticket to Best Jobs, 2002.
4 eSchool News, Setembro de 2002
5 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 27
6 Ronnkvist, Dexter e Anderson. Op. cit., nota de fim 17, p. 5
7 Microsoft Accessibility,
8 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 30


Início da páginaInício da páginaAnterior2 de 7Próxima