Educação Pós-Ensino Médio e a Elevação do Estudante Não-Tradicional

Publicado em: 04 de Agosto de 2004 | Atualizado em: 04 de Agosto de 2004

Educação Pós-Ensino Médio e a Elevação do Estudante Não-Tradicional

Demógrafos pintam um quadro de drástica mudança nos estudantes de faculdades de hoje. Pressões econômicas de trabalho estão forçando os estudantes a mudar seu modo de procurar por aprendizado mais elevado. Com os novos modelos de aprendizado e veículos de acesso, trabalhadores adultos agora são capazes de seguir a educação formal como nunca puderam antes. Guiada pelo desejo de crescimento pessoal e profissional, a geração dos que estão entre 26 e 44 anos de idade e seus pais aposentados estão tirando proveito do novo acesso à educação junto com suas crianças. Os estudantes pós-ensino médio de hoje são caracterizados aqui como tradicionais e não-tradicionais, cada um perseguindo seus próprios objetivos pessoais de educação:

Estudantes de faculdade tradicionais continuam diretamente sua educação pós-ensino médio dentro de um ou dois anos de graduação do ensino médio e participam das aulas em tempo integral. Eles geralmente ficam no faixa etária dos 18 aos 24 anos e nasceram após a introdução do PC — muitos também são considerados como a Geração do Milênio. Neste grupo:

20% começou a usar um computador entre os 5 e 8 anos de idade.

Quase todos usaram um computador quando tinham de 16 a 18 anos.

84% possuem um computador; 25% possuem mais de um.

Estudantes passam uma média de 11 horas por semana on-line.1

Uma mudança fundamental na última década de educação mais elevada foi a integração da tecnologia para apoiar a instrução. Por exemplo:

70% das aulas de faculdade usam e-mail contra 20% em 1995.

50% dos cursos de faculdade usam fontes baseadas na Internet contra 11% em 1995.

35% dos cursos de faculdade têm uma página Web contra 9% em 1996.2

Naquele tempo, algumas instituições de ensino superior começaram a pedir que seus estudantes tivessem um PC ou um laptop. Essa mudança possibilita o acesso 24 horas por dia, sete dias por semana, para que estudantes façam pesquisas, comuniquem-se por e-mail com professores, e completem seus trabalhos de curso sem esperar por um PC disponível durante as horas que o laboratório fica aberto.

A experiência do aprendizado para os estudantes tradicionais na era da informação dá acesso global às pesquisas da informação e aos centros de conhecimento mundiais, onde os laboratórios do aprendizado e bibliotecas nunca fecham. Os estudantes estão acrescentando ferramentas de aprendizado modernas como a Internet, aplicações de software, e multimídia para seu conjunto de habilidades de aprendizado, entendendo quando e como usá-los, e sendo capazes de selecionar a ferramenta correta para a tarefa.

Mas a mudança mais notável no ensino superior foi a elevação do estudante não-tradicional, que agora tem acesso ao aprendizado não disponível em salas de aula e programas tradicionais. A fome de aprender dos adultos é demonstrada por dados do Centro Nacional para Estatísticas de Educação - National Center for Education Statistics (NCES):

Em 1999–2000, 73% de todos os estudantes não-graduados eram de alguma forma “não-tradicionais”.3

Um maior número de estudantes está acima dos 25 anos de idade.4

Estimava-se que 77 milhões de adultos (acima de 24 anos) estavam fazendo cursos pós-ensino médio em 1999 (o segmento de crescimento mais rápido no ensino superior).5

Somente 16% dos estudantes de faculdade atendiam o perfil tradicional de idades variando entre 18–22 anos, estudando em período integral e morando no campus em 1999.6

Programas de aprendizado de adultos e de educação continuada estão crescendo em instituições com cursos de dois e quatro anos de duração que agora proporcionam trabalho, horários para se cuidar de crianças, e para os compromissos dos estudantes adultos. A Associação Americana de Faculdades de Comunidade - American Association of Community Colleges (AACC) reporta:

49% de seus 10.4 milhões de estudantes são de cursos de educação continuada.

28% dos estudantes de faculdade tiram seus diplomas de bacharel.

A idade média dos estudantes de faculdade nos Estados Unidos é de 29 anos.

Rio Salado — A Faculdade Sem Paredes

Um dos provedores de aprendizado à distância líderes dos Estados Unidos, a Rio Salado tem fornecido aos estudantes acesso ao aprendizado a qualquer tempo e em qualquer lugar desde 1978. Principalmente baseada em entregas pela Internet e com foco em treinamento da força de trabalho, a Rio Salado agora oferece mais de 300 cursos: 12 programas de graduação associada e 38 programas com certificação, incluindo preparação de professores, assistência dental clínica, e administração pública. Os estudantes podem começar as aulas quase imediatamente, com a maioria das aulas iniciando a cada duas semanas no decorrer do ano.

Fornecer educação superior de custo acessível de alta qualidade para adultos trabalhadores foi a missão guia para o modelo de aprendizado à distância da Rio Salado. Recebendo reconhecimento nacional através de vários prêmios, atualmente atende a 27.000 estudantes de graduação que foram capazes de avançar em suas carreiras ou de preparar-se para uma nova sem sair do campus. Os estudantes se registram, compram livros e materiais, solicitam bolsas de estudos e ajuda financeira, e recebem informações acadêmicas e instruções — tudo com um clique no mouse. Atendendo às necessidades de seus estudantes adultos e da força de trabalho de sua comunidade e além, a Rio Salado é uma das dez faculdades no Distrito de Faculdade da Comunidade Maricopa, no Arizona.

A tecnologia tem sido uma contribuição para a elevação do estudante não-tradicional, fornecendo acesso e flexibilidade até agora desconhecidos para adultos aprendizes. Desde que o governo instituiu o GI Bill nos anos 1940, as faculdades não viam tão drástica mudança em sua população estudantil.

Com este nível de interesse por parte dos aprendizes adultos para o desenvolvimento de carreiras, educadores e indústrias locais têm uma importante oportunidade de conectar educação e habilidades para as demandas de emprego. A Universidade Britânica Aberta - British Open University – é um exemplo de como as escolas podem agora esticar as suas dependências educacionais para superar distâncias e tempo. Esta mudança fundamental tem o potencial excitante de entregar mais oportunidades de aprendizado a mais pessoas, proporcionando cidadãos globais mais instruídos.

1 Oblinger, Diana, Boomers, Gen-Xers, and Millennials: Understanding the New Students, p. 4
2 Green, Kenneth C., Campus computing 2002, 13° Relatório Nacional de Computação e TI na Educação Superior Norte-americana, p. 9
3 National Center for Education Statistics, Special Analysis 2002: Nontraditional Undergraduates, acessado online em 29 de Maio de 2003
4 Oblinger, Diana, Boomers, Gen-Xers, and Millennials: Understanding the New Students, p. 2
5 Levine, Arthur. The Remaking of the AmericanUniversity. Apresentação feita na Blackboard Summit. Washington, D.C., Março de 2000.
6 Partnership for 21st Century Skills Report. Learning for the 21st Century, Junho de 2003, p. 16


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