
Responda rápido: quantos jovens de 19 anos que você conhece que já possuem sua própria empresa? Provavelmente poucos. Não é qualquer um que, recém-saído da escola, consegue montar um negócio e se tornar chefe quando a maioria está buscando os primeiros estágios.
O dedicado rapaz que vem trilhando esta carreira de sucesso é Fagner Padovan, ex-aluno monitor de São Paulo (SP). A SkyTec, empresa de assistência técnica de computadores que Fagner montou com um sócio no final de 2006, é o resultado de muito empenho e aprendizado adquiridos durante sua participação no Programa Aluno Monitor da Microsoft.
“Posso dizer, sem dúvida alguma, que o conhecimento que adquiri no Programa Aluno Monitor foi fundamental para que eu pudesse deslanchar e abrir minha própria empresa”, explica o jovem, que estudou na Escola Estadual Andronico de Mello, em São Paulo (SP).
“O curso me forneceu bagagem tanto profissional quanto pessoal, já que ao mesmo tempo em que valoriza os conteúdos técnicos, incentiva as relações interpessoais, ou seja, a boa comunicação com os colegas e professores”, acrescenta.
De acordo com Fagner, o Programa Aluno Monitor chegou para revolucionar o dia-a-dia do laboratório de Informática da escola, que, até então, por receio da Direção, ficava trancado. “Fiquei muito interessado pela idéia de ajudar os professores e colegas e desenvolver projetos legais no laboratório de Informática. Achava um desperdício aquela área vazia, sem ninguém aprendendo!”, lembra o jovem, que iniciou suas atividades como aluno monitor no 2º ano do ensino médio, em 2004.
Percebendo que se tratava de uma iniciativa séria e promissora, Fagner conta que aproveitou todos os conteúdos do programa para aprender mais a cada dia. “Para quem estuda em uma escola pública, como era meu caso, a oportunidade de participar de um curso como este pode definir o futuro de um aluno”, relembra.
Consciente da possibilidade de conquistar um bom emprego, Fagner não pensou em sair do Programa Aluno Monitor nem mesmo quando se formou no colégio, no ano seguinte.
“Já tinha terminado o curso, mas continuei participando da organização do laboratório de Informática, ajudando os novos monitores nas atividades. Eu sabia que só tinha a ganhar com aquela experiência”.
O começo...
O próximo passo para a qualificação profissional veio com um curso de Montagem e Configuração de Computadores, no Senai, com duração de 4 meses.
Foi nesta época que apareceu a primeira experiência no mercado de trabalho, na Rua Santa Efigênia, reduto de equipamentos eletro-eletrônicos no centro de São Paulo.
Nesse ambiente fervilhante, onde Fagner “respirava” tecnologia, os contatos foram aumentando e as chances de investir em seu próprio negócio se tornavam cada vez mais próximas. “O trabalho era árduo, mas nunca desanimei. Sabia que se quisesse crescer, tinha que me esforçar muito e mostrar meu trabalho”.
A concretização de um sonho
Seu talento com a tecnologia foi se tornando famoso e não demorou muito para que Fagner fosse reconhecido. A concretização veio quando um colega ofereceu ao jovem a sociedade da Skytec.
Assim nascia a empresa, que já conta com três funcionários, além do ex-aluno monitor e de seu sócio.
Apesar de novo no ramo, Fagner já fala como veterano: “É muito trabalho, precisamos estar sempre atualizados e com acesso aos últimos lançamentos”, explica.
E dá trabalho ser chefe? “No começo eu não conseguia me impor muito bem, porque os funcionários são da minha idade, mas aos poucos fomos criando um clima misto de amizade e profissionalismo”.
Jeito de samurai
Para aliviar o estresse do trabalho, Fagner pratica kenjutsu nos fins-de-semana, espécie de luta marcial com espadas, que revive as técnicas e golpes utilizados pelos samurais.
“É o meu momento de relaxar, de aliviar a tensão”, conta ele, que costuma se reunir com seu grupo para praticar no parque Alfredo Volpi, na capital paulista.
Jeito zen aliado a muita garra e determinação – será este o segredo do sucesso do jovem empreendedor? “É um dos segredos”, brinca Fagner. Aos alunos monitores que se sentiram inspirados pelo exemplo de Fagner, ele dá sua dica: “Aproveitem o curso, pois existe um mundo de possibilidades que podem surgir a partir da sua atuação como aluno monitor. No meu caso, um conhecimento que abriu portas e que levarei para toda a vida”, conclui ele, que já deu mais do que provas de sabe o que quer.
Reportagem: Vivian Ragazzi
Fotos: arquivo pessoal