
Apaixonada por crianças e pela profissão, Carlene Penha dos Santos, de 25 anos, descobriu por acaso a vocação para ensinar. Quase mirou sua carreira na área de exatas, mas o destino a levou para o magistério, onde hoje se sente realizada profissionalmente.
Filha de motorista de caminhão com auxiliar de enfermagem, a paraibana sempre foi muito estudiosa. A transferência da escola particular para a pública não mudou seu desempenho, muito pelo contrário, ela tomou para si como um desafio e, graças a isso, chegou a ser premiada pelo seu bom comportamento e boas notas.
Carlene sempre foi muito dedicada em tudo que fazia, às vezes até demais. Prova disso foi ter feito o Ensino Médio três vezes. A primeira em seu estudo regular, a segunda em um supletivo que garantia a gratuidade na inscrição dos vestibulares e a terceira após ser convidada a trabalhar como auxiliar de classe em uma escola particular de Educação Infantil, por meio da qual sentiu a necessidade de se aprimorar, por isso, matriculou-se e completou o Curso Normal (magistério).
Além disso, sempre procurou por cursos extracurriculares, pois sabia que, para se destacar, era preciso muito esforço. Foi neste período que ela conheceu o NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional).
“Em 2004, o diretor (da escola Normal Estadual Professora Maria do Carmo de Miranda, onde Carlene estudava) me convidou a representar os alunos no Programa Sua Escola a 2000 por Hora, aceitei e participei das formações e as repassava aos demais alunos de magistério” – conta Carlene.
“Depois disso, fui escolhida entre os 53 alunos representantes das escolas estaduais que estavam participando do Programa, para viajar à Campinas (SP) para o encontro de avaliação do programa, e assim fui. Sai da escola particular e fui trabalhar numa creche como monitora da turma do Jardim II. Em 2005, sai da creche e fui ser recepcionista de um hospital, depois secretária escolar”. – completa.

Depois de todas essas conquistas, ainda tinha disposição para prestar vestibular e ingressar num curso superior de Pedagogia.
Com as portas já abertas para o mundo da tecnologia educacional, Carlene quis se especializar ainda mais, pois levava consigo objetivos e sonhos para a educação brasileira.
“A tecnologia na educação é de suma importância, já que neste mundo moderno o a acesso à tecnologia está cada vez mais fácil e rápido”. – Explica.
Pensando nisso, se inscreveu em mais um dos Programas Educacionais que a Microsoft desenvolve em parceria com as Secretarias de cada cidade. Dessa vez optou pelo Programa Aprender em Parceria, já que, segundo ela, na proposta do curso haveria uma troca mútua de experiências por meio dos professores de várias regiões do Estado, proporiam desafios, além do principal, o uso da tecnologia no processo ensino-aprendizagem.
E no início deste ano, Carlene pode comemorar mais uma conquista. A formatura do curso que ela iniciou no meio de 2007. E agora ela já se sente mais preparada para superar as dificuldades que a levaram a procurar um Programa Educacional Microsoft. A partir de agora, ela poderá também incluir tecnologia em suas aulas, colocando em prática o que acredita ser o melhor modelo de educação.
“Vem a grande pergunta: ‘O que as crianças e jovens andam fazendo nas lan houses?’ A resposta vem nos noticiários de rádios e tv’s. Devemos dar um novo olhar ao uso do computador e buscar o quanto antes uma direção a essas mentes, sem medo de errar, e permitindo que eles nos ensinem também”.
Reportagem: Joana Mendes
Fotos: Arquivo Pessoal