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Se diferenciar para ser o melhor no futuro

Atualizado em: 20 de Agosto de 2011

Se diferenciar para ser o melhor no futuro

Estudante da Escola Estadual Prof. Milton da Silva Rodrigues, desde a 6ª série do ensino fundamental, Rafael Barriento de Goes é um exemplo de que dedicação e força de vontade fazem a diferença no aprendizado. “É um aluno muito comprometido com o trabalho e os estudos”, diz a Professora Coordenadora de Oficina Pedagógica do Desafio Digital, Rosa Maria Rodrigues Lamana, ao falar de seu aluno número 1.

Esse garoto de 16 anos, que vive com o pai, a avó e a irmã mais velha, no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo, iniciou sua jornada rumo ao universo da tecnologia quando, em um dia comum de aula, a coordenadora da escola comunicou que havia uma seleção para participar de um curso da Microsoft à distância. “Eu sempre gostei muito de tecnologia, sempre me perguntei como o computador conseguia receber a informação, como isso podia acontecer e como funcionava, então resolvi participar por curiosidade”, afirma Rafael.

Foi assim que Rafael ingressou no projeto Aluno Monitor e ficou em segundo lugar na turma. Logo depois de saber do seu bom desempenho, empolgado e motivado a continuar, ele decidiu partir para o Desafio Digital, onde conseguiu ser o primeiro da turma. “Sempre tentei fazer o meu melhor. E a cada fase a capacitação vai ficando mais interessante, com um tema diferente. Você acaba tendo mais interesse em desenvolver as atividades”, diz.



Apesar da capacitação da Microsoft priorizar o trabalho em equipe, ele fez todos os projetos sozinho, pois não teve a companhia de ninguém da escola em que estuda. Alguns alunos de sua classe fizeram o Aluno Monitor, porém não chegaram a concluir as etapas e por esse motivo não puderam fazer parte do Desafio Digital.

Como todo grande autodidata, ele atribui o seu bom rendimento aos estudos extras e a sua busca por informações além daquelas oferecidas pelo curso. “Procurava vídeo aulas, apostilas e outros materiais que aumentassem o meu conhecimento. E sempre tentei fazer o meu melhor, pensando em alguma coisa que diferenciasse o meu trabalho, para que ele não fosse apenas mais um. E pensava, ‘no que o meu projeto é diferente do dos outros? Como posso melhorar?’”, exemplifica.

Mas garante que a capacitação foi primordial no desenvolvimento e ampliação do seu interesse. “O pessoal da Microsoft não me forneceu só o conteúdo, eles me deram a inspiração para continuar. Aprendi bastante coisa e eles me motivam a procurar mais. Até hoje eu ainda continuo procurando mais informações sobre assuntos ligados à tecnologia”, diz Rafael, que pretende seguir carreira na área, se formar em TI e estudar redes de programação.

Como consequência de tamanha dedicação, ele foi convidado para participar do processo de seleção do Programa Acessa Escola no mesmo ano em que fazia parte do Desafio Digital. “Quando me falaram em computador, eu me interessei na hora”, conta entusiasmado.



Fez uma prova classificatória que avaliava conhecimentos em língua portuguesa, matemática, informática e conhecimentos gerais. Foi selecionado e hoje é um dos estagiários responsáveis pelo monitoramento do laboratório da escola, auxiliando no atendimento e manutenção dos computadores. “Muita gente não tem contato com o computador, então nem sabem como tocar no mouse, por exemplo. E eu estou lá para dar assessoria. A experiência está sendo legal. Sempre gostei de explicar e ensinar as pessoas. Porque quando você explica, você aprende ainda mais”, garante Rafael.

E dá uma dica para quem tem interesse em seguir o mesmo caminho que o dele e participar das capacitações da Microsoft. “A princípio tem que gostar muito de TI e sempre tentar desenvolver o seu máximo. Porque, com certeza, quando você se desenvolve, você consegue ser recompensado. A tecnologia está em todos os lugares, independente do que você vá fazer. Qualquer pessoa que precise se comunicar hoje, vai se comunicar principalmente por meio dela. Está presente em alguma ação do seu dia a dia. Mesmo que você não fique em uma boa colocação, não importa, você vai ver o mundo de outra forma”, conclui o jovem.

"A produção dos filmes aconteceu simultaneamente em diversos locais dentro da escola. Enquanto uma turma criava os cenários na aula de Artes, outra fotografava ou editava durante a aula de Informática. Se alguém chegasse nesse momento, se encantaria com o tremendo caos pedagógico em que o colégio se transformou. Caos no sentido de imprevisibilidade do processo. Alunos espalhados em diversas salas, transitando pelos corredores, totalmente envolvidos na produção de seus vídeos. Cada grupo responsável por seu trabalho, por sua aprendizagem", conta com satisfação o professor de Informática Educativa.

Reportagem: Eliana Marques de Deus
Imagens: Arquivo pessoal

 

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