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Especial Volta às Aulas
Publicado em: 6 de janeiro de 2007

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  • Nossa, o tempo passa rápido mesmo! Nem bem sentimos o encerramento de 2006 e já estamos novamente a poucos dias do início de mais um ano letivo.

    Agora é hora de conhecer as novas turmas, reencontrar os colegas e planejar para trazer cada vez mais inovações e novidades para a sala de aula.

    Para ajudá-lo nesse desafio, elaboramos este Especial Volta às Aulas com um material bastante interessante, com a participação do professor Celso Vallin e da consultora da Microsoft Mary Grace Martins.

    São idéias imperdíveis que você poderá adaptar para a realidade de sua comunidade escolar. Confira e espalhe por aí!

    Diário de Classe eletrônico

    A primeira dica é o Diário de Classe eletrônico, feito no software Microsoft Word. Tem por objetivo poupar os professores da árdua tarefa de preenchê-lo repetidamente, liberando-os para que possam aproveitar melhor o tempo com atividades que contribuam para o aprendizado de seus alunos.

    “É um trabalho repetitivo, pois, se levar em consideração que o professor está escrevendo sobre a mesma matéria para a mesma série, ano após ano, significa que ele está passando basicamente as mesmas anotações”, explica a professora doutora Cristiana Mattos Assumpção, coordenadora de Tecnologia na Educação do Colégio Bandeirantes, escola particular localizada na cidade de São Paulo (SP).

    “Baile do Texto”

    Esta segunda sugestão faz parte do Projeto Escola Digital da Secretaria de Educação de João Pessoa, na Paraíba. Trata-se do “Baile do Texto”, arquivo desenvolvido no Microsoft PowerPoint e que tem por objetivo alertar os estudantes do ensino básico, fundamentalmente, sobre as questões de pontuação.

    “Eu trabalhava com uma turma de 3ª série. Meus alunos estavam com dificuldade para pontuar os textos. Então, vi na música uma saída. De violão em punho, cantamos o “Baile do Texto” e os alunos mostraram-se bastante animados e mais atentos. Como avaliação, eles produziram livros coletivos e nós conseguimos atingir o objetivo”, detalha Daniele Dias, pedagoga e mestranda em Educação na linha de Estudos Culturais e Tecnologias da Informação e Comunicação, e atualmente diretora de Informática Educativa na Secretaria de Educação do município de João Pessoa (PA).

    Siga o passo-a-passo das atividades!

    Para ver o modelo de diário adotado no Colégio Bandeirantes e acompanhar, passo a passo, a explicação da coordenadora Cristiana sobre como montá-lo, acesse o link abaixo. Aproveite a idéia e difunda também em sua escola!

    É muito fácil e prático! Veja o passo-a-passo:

    Faça o download do arquivo Word

    Para conhecer essa idéia que tem auxiliado dezenas de estudantes de escolas públicas na correta utilização da pontuação, clique no link abaixo. Preste atenção em cada slide e crie você também um projeto inovador em sua escola.

    Faça o download do arquivo Word

    Veja o modelo desenvolvido pela professora Daniele Dias!


    A tecnologia no planejamento pedagógico

    No início de 2006, o Governo Federal anunciou que as escolas públicas de ensino médio terão computadores até março – e, em breve, com Internet livre. A afirmação partiu do próprio presidente Lula, em seu discurso de posse.

    Essa notícia, pra lá de animadora, pode transferir à formação adequada dos professores o foco maior de preocupação com o ensino – no caso, com a educação tecnológica. Como bem lembra o doutor em Educação Celso Vallin, especialista na formação continuada de professores e gestores escolares, bem como em educação à distância, atualmente responsável no MEC pela coordenação do Programa de Apoio aos Dirigentes Municipais de Educação, “é mais importante ter uma estratégia pedagógica avançada do que uma máquina poderosa”.

    E é o que se percebeu durante o concurso Microsoft Educadores Inovadores, em que projetos pedagógicos concorreram em várias categorias – um deles medalha de prata na etapa internacional (Filadélfia, EUA). Muitos projetos apresentados vinham de instituições com limitações de recurso. O que sobressaiu foi a iniciativa, o planejamento pedagógico. Ao mesmo tempo, percebeu-se que as escolas que utilizam as tecnologias de forma mais dinâmica obtêm resultados mais positivos, porque, invariavelmente, os professores têm condições de desenvolver projetos em parceria, selecionando os recursos mais adequados, planejando juntos e buscando apoio dentro e fora da escola.

    O grande desafio é envolver o aluno, conquistá-lo. “O professor precisa preocupar-se em conhecer possibilidades e recursos e saber lançar a proposta pedagógica instigando os alunos”, frisa a pedagoga Mary Grace Martins, consultora em projetos e-learning e formação de educadores, da Vivência Pedagógica. Celso Vallin reforça essa idéia, dizendo: “É preciso colocar o foco na emancipação do educando, e, para isso, é fundamental trabalhar a formação do educador. Mais do que entregar coisas prontas e ensinar a repetir procedimentos já estabelecidos, o educador pode oferecer desafios e estimular a crítica e a criação com responsabilidade Nesse processo, a tecnologia deve estar presente desde o primeiro momento”.

    Com o intuito de auxiliar as estratégias pedagógicas utilizadas em sala de aula, pedimos à professora Mary Grace também consultora dos programas da Microsoft “Aprender em Parceria” e “Aluno Monitor”, algumas idéias que podem ser bastante úteis para que o educando atinja suas metas. Ela relaciona as seguintes:

    • Antes de mais nada, é preciso perceber o quanto as TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação) podem facilitar o dia-a-dia do educador – que deve ser usuário também. Há várias maneiras de o educador utilizar a tecnologia: planejamento, cursos on-line, consulta de sites educacionais e interação com outros educadores.


    • Não esquecer que o maior desafio é pedagógico. Os alunos têm muita facilidade de aprender a lidar com as TICs, principalmente quando a proposta é interessante. O “como fazer”, os alunos podem aprender de diversas maneiras: com apoio de alunos monitores, por meio da interação entre os próprios colegas, consultando tutoriais on-line e até mesmo a “ajuda” disponível em todos os programas.


    • Ter um blog. Ao criar o seu blog, o professor tem a oportunidade de registrar o seu próprio trabalho, o que contribui até mesmo para reavaliar a sua própria prática. Além disso, é um recurso que permite compartilhar suas idéias e convidar outros professores a interagirem na rede. Para os alunos, é motivo de orgulho saber que o professor divulgou uma experiência realizada, o que mostra que ele realmente dá importância ao próprio trabalho.


    • Construir parcerias: compartilhar os desafios com outros educadores sempre traz benefícios, contribui com a organização do tempo, divisão de responsabilidades e, além de tudo, é um exercício constante de formação continuada. A própria Web está cada vez mais colaborativa e é justamente a colaboração que há muito tempo consideramos importante para os alunos. Como podemos querer que os alunos saibam trabalhar em grupos de modo colaborativo se não formos capazes de praticar nós mesmos?


    • Compartilhar e interagir. Por mais que queiramos, sempre será um desafio conhecer todos os programas e as possibilidades pedagógicas. A grande vantagem da Web é que, graças à socialização de conhecimento, temos a oportunidade de saber sobre o trabalho de outros educadores, contatá-los para trocar idéias ou até mesmo comentar as produções em seu próprio site ou Blog. Por outro lado, é preciso também contribuir, compartilhando as próprias experiências, pois assim incentivamos ainda mais esta prática.

    Reportagem: Adriana Cortez
    Passo-a-passo: Luciana Tenório