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O Programa Gestão Escolar e Tecnologias que já é sucesso em São Paulo, vai para Goiás com a promessa de ótimos resultados para a educação no ensino médio.
Primeira turma
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás fez o convite a diversas escolas públicas do estado e implementou o programa, uma parceria da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e da Microsoft, com o objetivo de promover a utilização apropriada das Tecnologias e Informação e Comunicação – TICs - na gestão escolar e no cotidiano da escola.
O curso vem obtendo grande êxito, desde que foi iniciado em 3 de outubro de 2005, com as primeiras aulas presenciais, nas cidades de Goiânia, Iporá, Anápolis e Morrinhos.
Nesta primeira etapa em Goiás, o Programa engloba 22 Sub-secretarias, 5 Superintendências e 5 Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs), o equivalente às Diretorias de Ensino em São Paulo.
O curso, organizado em 4 módulos com duração total de 80 horas, vai atender cerca de 1.200 gestores. “Pouco a pouco vamos estimulando essas ações pelo país e gradativamente trabalhamos na formação de novos professores”, afirma Elizabeth Biaconcini de Almeida, professora da PUC-SP e coordenadora do Programa Gestão Escolar e Tecnologias.
A professora Patrícia Passos Palácio, também da PUC-SP, que ministra aulas para 10 turmas em Goiás, diz que o resultado tem sido gratificante:
“Goiânia é excelente, as pessoas participam dos fóruns e têm se mostrado bastante ativas”. Patrícia conta com o auxílio de 40 monitores - 20 duplas pedagógicas formadas por profissionais da área de tecnologia da Secretaria de Estado da Educação de Goiás. “Eles também são muito participativos”.
Recepção calorosa
O programa só recebe elogios de seu público-alvo – diretores escolares, vice-diretores e professores coordenadores.
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A professora Cleusa Andrade, do Colégio Estadual Dona Mariana Rassi, diz estar adorando tanto os aspectos teóricos do curso que oferecem “uma visão mais ampla da educação”, quanto os práticos que mostram “as diversas formas de uso da máquina”.
Cleusa, que é responsável pelo laboratório, participa do projeto junto com a coordenadora Ieda Pereira que, segundo ela, não conhecia bem os aplicativos do Word nem a internet. “É natural que isso aconteça”, diz a professora Patrícia - “algumas vezes os próprios gestores têm pouca intimidade com as máquinas”. Isso não chega a ser um empecilho para o bom desempenho. Os gestores aprendem rapidamente e vão logo pensando em alterações na metodologia de aulas.
O colégio de Cleusa, por exemplo, já “diagnosticou as dificuldades e vai trabalhar em cima disso”, relata. A diretoria já agendou para dezembro de 2005 um curso de capacitação dos professores que têm dificuldades com tecnologias de forma geral. A idéia é que em 2006, estes professores possam aplicar exercícios da Webquest - modelo criado pelo educador norte-americano Bernie Dodge para dimensionar usos educacionais da Web, com fundamento em aprendizagem cooperativa e processos investigativos na construção do saber. Depois do treinamento ao corpo docente será a vez da equipe de administração da escola se informar sobre as possibilidades que a tecnologia oferece.
A professora Lucilene Magalhães, do Colégio Estadual Carlos Alberto de Deus, responsável pelo laboratório de informática - está adorando as aulas do Programa Gestão Escolar e Tecnologias. Ela já tinha uma certa experiência depois de haver participado de um dos programas da iniciativa Parceiros na Aprendizagem, da Microsoft, por isso afirma não estar sendo difícil interagir com as novas tecnologias.
Em seu colégio “o laboratório da escola já estava sendo bem utilizado e não tinha mais vagas”, ainda assim ela acredita que o conhecimento adquirido é muito valioso, “é muito legal essa troca de experiências, de casos de sucesso”, conta.
Dentre os projetos da escola, Lucilene destaca o “Recreio no LIER” - minutinhos do recreio em que os estudantes utilizam a sala de computadores, “Atrapados em la red” – chat com estudantes latino-americanos, cuja proposta é o uso de habilidades de internet, espanhol e Microsoft Power Point, e “My Favourite Reporting” – um projeto que visa que alunos analisem as diferenças entre notícias de jornal e on-line, visitem sites ingleses e americanos e pesquisem sites de tradução.
Implementação de idéias
De acordo com Patrícia Palácio, no quarto módulo verifica-se se as ações propostas para e em cada escola estão em andamento e como estão sendo aplicadas - “o projeto de uso de gestão de tecnologias deve estar alinhado com o projeto político-pedagógico da escola” – diz ela. Os educadores de Goiás estão conscientes disso e já estudam as melhores propostas que pretendem debater ao fim do curso que formará a primeira turma no estado. E se depender da empolgação dos participantes, não só novas propostas vão surgir, como também muitas turmas serão formadas.
Imagens: Arquivo pessoal