Alunos de ensino médio prontos para o Imagine CupPublicado em: 15 de Março de 2005 | Atualizado em: 15 de Março de 2005 ![]() Alunos de ensino médio prontos para o Imagine Cup Adriano Soares, de 20 anos, não mora em um grande centro urbano, não tem computador em casa e não tem curso superior. Mesmo com tantos "nãos", Adriano é um dos 30 mil inscritos do Imagine Cup 2005 - a copa do mundo da computação, promovida pela Microsoft, que reúne participantes de cerca de 90 nacionalidades. Adriano integra a parcela de milhares de participantes que aproveitam as categorias abertas ao ensino médio - ou o nível equivalente em outros países. O Brasil é um dos líderes de inscrições - no ensino médio são mais de 840 jovens inscritos. Morador de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, o jovem está entusiasmado em participar da competição na categoria de Desenvolvimento Web. "Eu e meus colegas de equipe faremos as reuniões na sala de informática da escola", diz Adriano, que concluiu o ensino médio em 2004 e pretende ingressar em um curso técnico em Computação. "Nada melhor do que participar de uma competição dessas para adquirir mais conhecimento", aposta. Premiação e carreira Com o tema "Imagine um mundo onde a tecnologia elimine barreiras entre nós", o Imagine Cup vai premiar estudantes com soluções criativas em informática. ![]() A primeira etapa ocorre em cada um dos países. A fase final será disputada em agosto de 2005, em Yokohama, no Japão. O total de prêmios é de 25 mil dólares. Esta é a primeira edição que conta com participantes do ensino médio, além de estudantes de graduação e pós-graduação. Os colegiais participam em três categorias: TI (Projeto de Infra-Estrutura), Jogos e Desenvolvimento Web. Já graduandos e pós-graduandos podem participar de qualquer uma das nove categorias: as três já citadas, Soluções para Microsoft Office, Plano de Negócios de Tecnologia, Projeto de Software, Algoritmos (problemas de lógica e Informática), filme de curta-metragem e computação gráfica. "Se o candidato se comprometer em participar seriamente da competição ele só tem a ganhar", diz Rogério Panigassi, gerente de Programas Acadêmicos da Microsoft. "O Imagine Cup é um primeiro passo para definir a carreira do jovem", completa. É o que pensa Eduardo Abdou, de 18 anos, de São José dos Campos, interior de São Paulo. Apesar da agenda lotada - estágio e curso de informática durante o dia e faculdade de Engenharia da Computação à noite - ele manteve em pé seu grande objetivo: participar do Imagine Cup. "Nem que tenha que passar os fins-de-semana inteiros debruçado sobre o projeto, sabemos que vai valer a pena", comenta o jovem, que formou uma equipe com mais dois amigos para a competição desse ano. Retorno à sociedade ![]() O carioca Adolfo Guilherme Silva Correia, de 23 anos, participou da equipe vencedora da etapa brasileira em 2004. O grupo do estudante do Instituto Militar de Tecnologia desenvolveu um dispositivo para identificação de veículos. Por meio de um chip, que funciona como uma placa eletrônica, o veículo pode ser identificado. De acordo com seus criadores, a "blitz eletrônica" poderia agilizar o trabalho de fiscalização policial. Ganhar a competição em 2004 não era o principal objetivo do grupo, mas sim aprender tecnologias que não conheciam. "Preciso admitir que ganhar foi uma surpresa agradável", conta. Para os futuros candidatos ao Imagine Cup, Adolfo aconselha que desenvolvam projetos simples: "Não adianta escolher algo muito complicado, pois há um grande risco de a equipe não conseguir terminar o projeto dentro dos prazos". E ainda dá uma dica preciosa: "É importante que o projeto traga benefícios à sociedade". Informações do Imagine Cup 2005 Fotos: arquivo pessoal
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