Kidlink: 15 anos dedicados à educação pela internet

Publicado em: 17 de Maio de 2005 | Atualizado em: 17 de Maio de 2005


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Durante os três dias de festividades pelos 15 anos do Kidlink - 5, 6 e 7 de maio do 2005 - todos os canais de chat ficaram abertos por 24 horas, com moderadores voluntários.

Para completar as atividades, o Kidlink lançou uma competição internacional de cartões, o projeto "Pipas no Ar", com mensagens de paz.

Os trabalhos confeccionados por crianças e jovens de diversos países foram inseridos nas páginas comemorativas das Khouses e do Kidlink.

Clique aqui e veja alguns dos trabalhos dos estudantes.

"Alfabytização". Este bem-humorado termo é uma das definições do Kidlink, organização internacional composta por educadores e alunos que completa 15 anos de atividades em maio.

Idealizado pelo educador norueguês Odd de Presno, o portal sem fins lucrativos se caracteriza como um espaço para debates educacionais e intercâmbio cultural. Atualmente, está presente em 164 países.

No Brasil, o Kidlink foi implantado pela educadora e integrante do Fórum de Líderes Educacionais da Microsoft Marisa Lucena, a partir de sua tese de doutorado.

"O Kidlink pode ser considerado o 'jardim da infância' da internet", diz Marisa. "A grande maioria dos educadores que hoje participam ativamente da área de Tecnologia Educacional tiveram seus primeiros conhecimentos desenvolvidos nas listas do portal".

Uma das preocupações de Marisa era tornar o conteúdo do site acessível ao jovem brasileiro.

"Sabíamos que o portal deveria estar de acordo com a realidade sócio-econômica do país, com características próprias", conta. "Apesar de seguir a filosofia e possuir atividades e serviços em comum com os de outras localidades", completa.

A partir de 2000, o Kidlink passou a ser gerenciado pela equipe do Projeto KBr, um dos programas de pesquisa educacional mantidos pela Fundação Padre Leonel Franca, situada na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Traços culturais

Cerca de 175 mil pessoas participam do Kidlink. Entre as atrações do portal estão áreas como KEscola, na qual os estudantes podem publicar trabalhos que desenvolveram em sala de aula, o Bate-Papo, em que estudantes de diferentes partes do mundo têm a oportunidade de trocar idéias e informações culturais, e o Kidproj, direcionado a professores e que permite a troca de projetos entre os educadores.

A curiosidade pela rotina de estudantes que vivem em países distantes é incentivada por seções como "Calendário multicultural", que contém os feriados das nações envolvidas com o projeto.

Outros destaques são as perguntas respondidas por crianças. Temas humanitários como "o que posso fazer para o mundo ser melhor quando eu crescer" são comuns.

Idiomas diferentes também não representam uma dificuldade nas listas, já que existe uma equipe para traduzir as informações, possibilitando que a comunicação flua naturalmente.

Para que os pais fiquem sossegados, o conteúdo do site é moderado 24 horas por educadores voluntários.

"Espírito de solidariedade"

No Brasil, o projeto Khouse, lançado em 1996 pelo Kidlink, é direcionado para pessoas de baixa renda. Com a proposta de "democratizar" o acesso à tecnologia, foram criados espaços com computadores em diversas regiões do país.

Nestes locais, os alunos têm a oportunidade de navegar na internet e aprender os recursos do computador, desde a 3a série do ensino fundamental. Inteiramente gratuito, o curso é acompanhado por professores voluntários. Durante o ensino médio, os estudantes passam para a fase profissionalizante. No 3o ano, são convidados a monitorar as classes infantis.

"É um trabalho fantástico, com grande espírito de solidariedade", comenta Cristiane Cardia Amato, de 31 anos, gerente da Khouse instalada na PUC do Rio de Janeiro.

Apesar do caráter educacional, o trabalho não é direcionado somente a jovens e crianças. Só na unidade da PUC, 36 dos 348 alunos são adultos.

"Atendemos pessoas de 8 a 80 anos", conta Cristiane, que emenda: "nosso plano para o futuro é aumentar ainda mais este número".

Existem 43 Khouses espalhadas pelo Brasil. O México e a Bolívia também contam com seus centros, um em cada país. A Microsoft Brasil apóia o trabalho desenvolvido nas Khouses e encarregou-se de disponibilizar gratuitamente os softwares em todas as unidades.

Em breve, Índia, Nepal e Jordânia terão unidades apoiadas por seus governos.

Sala de aula na internet

Em 2000, a equipe Kidlink sentiu a necessidade de criar um portal para jovens e crianças brasileiras que apresentasse conteúdos educacionais, mas que também fornecesse temas culturais e curiosidades, falando diretamente com o estudante. Assim nascia o EduKBr.

Uma equipe formada por 15 profissionais, provenientes de diferentes áreas, encarrega-se de atualizar os conteúdos a cada dois meses.

Também foi organizado um espaço para que os estudantes fizessem perguntas para professores, no sentido de solucionar as possíveis dúvidas que surgem durante a lição de casa.

Com estas ações, o Kidlink se firma a cada dia como uma referência na educação para crianças e jovens da educação básica de todo mundo por meio da web.

Fotos: divulgação

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