Liga de Alunos Monitores: para o alto, e avante!

Publicado em: 28 de Abril de 2006


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Antes de iniciar o Programa Aluno Monitor, a percepção de que algo deveria ser feito no combate à exclusão digital já existia para o estudante Henrique Cordeiro.

Em 2003, quando ainda estava no 2º ano do ensino médio, o jovem propôs à diretoria da Escola Estadual Professor Eurípedes Simões de Paula de trabalhar voluntariamente no laboratório de Informática. A proposta era que ele ministrasse, junto com outros colegas, aulas sobre o Microsoft Office.

"Eu via que muitos alunos não tinham nenhum conhecimento em Informática, o que é essencial nos dias de hoje", diz. Idéia aceita, Henrique montou com seus amigos um cronograma de aulas que atendessem alunos de 5ª série de ensino fundamental até 3º ano do ensino médio. Estava criado o Comando Estudantil

Com a chegada do Programa Aluno Monitor, o Comando Estudantil não acabou. Os membros continuaram dando aulas, em horários diferentes do gerenciamento no laboratório. Hoje, as atividades "Liga de Alunos Monitores" e "Comando Estudantil" coexistem. "Vamos continuar a combater a exclusão digital com todas as armas que tivermos", finaliza.

Liga de Alunos Monitores: para o alto, e avante!

Henrique Cordeiro, 17 anos

Inspirados pelos nobres ideais dos heróis de histórias em quadrinhos, cinco jovens paulistas estão colaborando para diminuir a exclusão digital no país. Eles não têm medo de kriptonita, não escalam arranha-céus nem moram em Gotham City. Mesmo assim, seus “super poderes” vêm ajudando muitos estudantes e professores a superar as dificuldades e ganhar mais segurança na sala de Informática: é a Liga de Alunos Monitores.

Participantes do Programa Aluno Monitor uma parceria entre a Microsoft Brasil e a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, o grupo aproveitou a experiência no gerenciamento dos laboratórios de Informática de suas escolas para deixar uma “semente” poderosa para as próximas gerações.

"Percebemos que poderíamos nos ajudar mutuamente, trocando informações, projetos, dicas”, lembra Henrique Cordeiro André, de 19 anos, membro da Liga e ex-aluno da Escola Estadual Professor Eurípedes Simões de Paula, de São Paulo (SP). “Achamos que seria importante divulgar nosso trabalho e socializar nosso aprendizado".

Assim nascia a Liga de Alunos Monitores, uma associação informal que vem fazendo barulho no meio. Para participar do projeto, Henrique chamou quatro alunos monitores de outras escolas da diretoria de Ensino Sul-3, de São Paulo (SP): Edgar, Lidiane, Karla e Davidson.

Durante reuniões na diretoria de ensino, os integrantes da Liga de Alunos Monitores foram esquadrinhando o plano de ação. “Nossa primeira atitude foi pensar em um site que explicasse bem nossa função, que servisse para atender todas as necessidades dos alunos monitores”, lembra Edgar.

Conteúdo pensado, colocá-lo em prática foi rápido – em uma semana, o site "Super Liga by NRTE" já estava no ar. Com espaço para uma explicação sobre o propósito do Programa Aluno Monitor, disponibilização de uma lista de softwares educacionais, links interessantes e fotos, sem esquecer, é claro, de um texto falando sobre a Super Liga.

A página na internet tem feito sucesso. “Nossos colegas de curso ficam felizes quando contamos que temos um site criado especialmente para eles”, afirma Edgar. Pelo jeito, o público-alvo não tem do que reclamar em ser representado pela Liga de Alunos Monitores. Para não decepcionar os leitores, os conteúdos são atualizados com freqüência.

Enquanto isso, no Laboratório de Informática...

Ao final de 2005, os estudantes terminaram a fase avançada do Programa Aluno Monitor. Terminaram também o ensino médio. Mas isso não quis dizer que a vontade de ajudar os alunos e professores em tecnologia tenha sido finalizada aí.

Os "heróis" da Liga de Alunos Monitores continuam a exercer suas atividades nos laboratórios de suas instituições educacionais, em horários livres, já que agora também trabalham ou estudam para o vestibular.

"Normalmente, os professores têm algumas dúvidas na hora de instalar programas. Alguns ficam meio ‘desesperados’ se fazem alguma coisa errada", conta Henrique.

Mas eles podem contar com a astúcia dos meninos, que estão sempre prontos para dar uma mãozinha...

Reportagem: Vivian Ragazzi
Arte: Luciana Tenório

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