Programa Aluno Monitor: perspectiva de primeiro emprego

Publicado em: 04 de Outubro de 2005 | Atualizado em: 04 de Outubro de 2005
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Yhasmani Barcelos Cabral, estudante fluminense de 15 anos, sabia que participar do Programa Aluno Monitor promovido pela Microsoft Brasil, traria benefícios tanto para sua vida pessoal quanto profissional. Só não imaginava que os resultados de seus esforços apareceriam tão rápido.

O jovem monitor foi um dos selecionados em um concurso promovido pela Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro, para atuar no gerenciamento do laboratório de informática de sua escola, Colégio Estadual Dom Otaviano de Albuquerque, em Campos de Goytacazes (RJ), que participa do Programa Sua Escola 2000 por Hora, uma parceria da Microsoft com o Instituto Ayrton Senna.

A iniciativa da secretaria, que levou o nome de Programa Estadual de Informática Aplicada à Educação, foi realizada entre agosto e setembro de 2005 e tinha como objetivo acabar com um problema comum encontrado em escolas do estado: laboratórios equipados com computadores, mas ociosos.

Para entrar com o pé direito nesta nova etapa, Yhasmani pretende utilizar a experiência que obteve durante o Programa Aluno Monitor.

“Estou muito feliz com esta oportunidade”, afirma o estudante. “Sinto como se existissem vários degraus que estou conseguindo subir e tenho certeza de que minha força de vontade me fará seguir adiante”.

Esforço de todos

Yhasmani Barcelos Cabral

Os monitores selecionados pelo programa da secretaria receberão um salário de R$ 150,00, por 20 horas semanais, em horário diferente do turno de estudo. O critério mais importante era que o aluno fosse da própria escola.

Preenchidas as vagas, os estudantes com melhor aproveitamento na prova foram encaminhados para outros estabelecimentos de ensino no mesmo município.

Além de Yhasmani, mais três monitores que participaram do Programa Aluno Monitor de sua escola passaram na seleção, mas ainda existem outros cinco alunos que voluntariamente ajudam no suporte da sala. Para que ninguém se sentisse “excluído”, os jovens encontraram uma solução altruísta.

“Decidimos dividir o salário entre nós todos, pois somos amigos e todos merecem esta gratificação”, diz. “O esforço é conjunto”, salienta Yhasmani.

Futuro e auto-estima

Para Viviane Barcelos Bastos, de 30 anos, diretora do Colégio Estadual Dom Otaviano de Albuquerque, a oportunidade será de grande importância para a auto-estima e o futuro profissional dos jovens. Ela afirma que isto só foi possível devido à participação dos alunos no Programa Aluno Monitor.

“Além de trazer a possibilidade de inclusão digital, o conhecimento adquirido no curso resultou num bom desempenho na seleção”, diz. “Isso sem mencionar que a partir de agora, os monitores contam com um rendimento mensal conseguido pelo próprio esforço”, salienta a educadora.

Reportagem: Vivian Ragazzi
Fotos: arquivo pessoal


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