_abertura_opm.jpg)
"Não acredito!", repetia o pequeno Otávio Augusto de Oliveira Mendes. Aos 12 anos, o estudante de Pilar do Sul (SP) comemorava a medalha de ouro conquistada na Olimpíada Paulista de Matemática patrocinada pela Microsoft. Ao lado da mãe, o pré-adolescente vibrou ao ouvir seu nome na premiação, realizada na sede do governo paulistano, na tarde de 11 de novembro de 2006.
_miolo_opm1.jpg)
Apaixonado pelos números desde criança, Otávio estuda na Escola Estadual Vereador Odilon Batista Jordão e se preparou bastante para as provas. Aplicado, passou de ano direto e costuma ajudar os colegas com dificuldade na matéria. Mesmo com todo esse currículo, ganhar o ouro na primeira vez que participa da Olimpíada foi uma grande surpresa. "É claro que eu queria, mas nunca imaginei que ia conseguir... É muito concorrido!", explica.
Otávio está certo. Nesta edição, mais de 45 mil alunos de 1.000 escolas se inscreveram para as provas. Para a fase final, realizada no próprio dia da premiação, foram classificados 600 alunos, sendo 400 de escolas particulares e 200 da rede estadual de ensino publico.
Além de Otávio, mais 83 jovens de escolas públicas e particulares foram premiados no evento, nas categorias Alfa (alunos de 5ª e 6ª séries do ensino fundamental), Beta (7ª e 8ª) e Gama (1º e 2º ano do ensino médio), levando medalhas de ouro, prata e bronze.
Oportunidade para o futuro
Criada em 1977 pelo professor Shigueo Watanabe, da Universidade de São Paulo (USP), a Olimpíada Paulista de Matemática completou sua 30ª edição e desde o início tem como objetivo estimular a educação no país.
Uma prova disso é que, já na primeira edição, o professor percebeu que deveria contribuir de alguma forma para que os estudantes de escolas públicas de baixa renda não parassem de estudar para trabalhar, ampliando suas oportunidades profissionais. A solução encontrada foi conceder bolsas de estudo para cinco alunos por ano. "Continuem estudando, o futuro depende disso", concluiu Shigueo.
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, deixou uma mensagem de incentivo aos participantes. "Vivemos um tempo que a juventude é muito criticada e vocês são exatamente o oposto. Trabalham, estudam e acreditam no amanhã. Por isso, vejo aqui uma juventude que representa o verdadeiro Brasil", observou Lembo.
_miolo_opm2.jpg)
Maria Lúcia Vasconcelos, secretária estadual da Educação, acrescentou que na escola pública também temos professores competentes ensinando alunos especiais. "Temos aqui um retrato de um futuro promissor com uma juventude disposta a levar a vida a sério", completou.
Afonso Lamounier, gerente de Setor Público da Microsoft, disse que via um potencial muito grande nos jovens que participaram da Olimpíada Paulista de Matemática. "O objetivo da Microsoft tem sido ajudar empresas e pessoas a atingir seu potencial pleno, e isso é o que está sendo feito pela OPM há 30 anos. É um grande incentivo um evento como este acontecendo com tanta seriedade", declarou Lamounier, que aproveitou para presentear os vencedores com kits da Microsoft contendo o Pacote Microsoft Office.
Exemplos de sucesso
Diversas vezes vencedora da OPM, Andressa de Mello foi homenageada no evento. Com uma carreira promissora, Andressa estudou no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) já trabalhou em diversos países e hoje é executiva da Natura.
"Nunca deixei de lembrar da importância que a OPM teve, tem e terá em minha trajetória profissional. Tenho muito orgulho de ter participado, a Olimpíada me abriu muitas portas", contou Andressa, que recebeu o Troféu Shigueo Watanabe, criado em 2005 para reconhecer os casos de sucesso de ex-participantes.
Outro troféu importante que simboliza o sonho dos criadores é o Troféu Ângelo Baroni, professor responsável pela adaptação da Olimpíada de Matemática para o Brasil.
_miolo_opm3.jpg)
Maratona de correções
Os 600 alunos que participaram da segunda fase das provas vieram de diversas cidades de São Paulo. O exame, que começou às 8h no Instituto de Física da Universidade de São Paulo, terminou às 11h30. A partir daí, os 23 professores que se ofereceram para corrigir as provas tiveram que correr contra o tempo para dar conta das correções.
Para Pablo Ganassim, presidente da Olimpíada Paulista de Matemática, nem mesmo a correria desestimula os voluntários. "Todos nós fazemos isso porque temos paixão pela educação. O que nos mantém ligados é que vemos as sementes sendo plantadas. Depois vem a recompensa", conclui.
Olimpíada Paulista de Matemática
Reportagem: Vivian Ragazzi
Fotos: Sérgio Andrade