Um para todos e todos com um: revolução em sala de aula

Publicado em: 25 de Maio de 2007


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Apoiando iniciativas de inovação na educação, a Microsoft promove o encontro: Experiência 1:1 de aprendizagem colaborativa – Microsoft Parceiros na Aprendizagem com a finalidade de trocar experiências entre profissionais da educação de diversos países da América Latina, organizações não governamentais e empresas da área tecnológica.

O encontro propõe uma metodologia onde o ensino seja colaborativo e viabilize a construção do conhecimento entre alunos, com os professores e da escola para a comunidade.

O consenso entre os participantes é que o foco deve estar na educação e não na tecnologia. Os alunos podem ter um lap top pessoal em sala de aula ou em casa sem que isso tenha impacto no seu desenvolvimento educacional, é preciso que o recurso seja usado com uma proposta pedagógica consistente.

Momento de reflexão em grupo sobre a idéia de implantar o projeto-piloto”

O evento contou com representantes da Fundação Bradesco, educadores e pensadores da área de tecnologia na educação, representantes da Intel, Positivo Informática, ministérios da educação de diversos países como Guatemala, Chile, Uruguai, Argentina, México e Costa Rica.

Em comum, todos buscavam por respostas sobre como aprimorar a experiência de aprendizagem colaborativa e discutir o impacto e alcance da iniciativa em suas comunidades, além de entender como transferir o que ainda é pesquisa para a realidade de cada país.

A agenda

Os participantes contaram com a contribuição de Aidan McCarthy, educador australiano que há quatro anos colabora com área de educacional da Microsoft. Ele mostrou uma visão mais prática para a implantação de um projeto-piloto partilhando experiências realizadas nos últimos 15 anos na Inglaterra e Austrália. Aidan propôs questões norteadoras para serem refletidas entre os líderes do projeto em cada um dos países para contribuir na construção de um plano de implantação concreto, contextualizado e individual.

Eduardo Chaves, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), conversou com o grupo sobre inovação na educação e reforçou sobre o fato de que não há inovação sem mudanças.

“A escola não se transforma apenas com a introdução da tecnologia e essa transformação significa ir além”, avalia Eduardo Chaves, que também considera um equivoco acreditar que é preciso apenas entregar os computadores aos estudantes. Afirma que é necessário avaliar a realidade de cada país para a introdução de uma nova metodologia de ensino. “Nós precisamos de uma revolução na educação”, completa.

A visita ao projeto-piloto

A Fundação Bradesco, sediada em Campinas, está em processo de implantação do seu projeto-piloto disponibilizando Classmates PC (computadores individuais) desde setembro de 2006 e abriu suas portas para que os participantes do encontro pudessem entrar nas salas de aula para vivenciar a facilidade com que as crianças utilizam os computadores.

Nivaldo Marcusso, gerente de TI da Fundação Bradesco, contou que antes da iniciação do projeto houve uma série de reuniões junto aos pais dos alunos, os professores e gestores para a preparação e conscientização de todos os envolvidos.

Crianças vivenciando a experiência 1:1”

Os professores puderam levar os Classmates para casa durante período de formação para se familiarizarem com o novo recurso. Nivaldo esclareceu que na fase inicial o projeto foi aplicado em salas do 3º e do 6º ano do Ensino Fundamental e no 1º ano do ensino médio e todos os jovens e educadores contaram com assistência pedagógica constante.

“Pretendemos trabalhar todos os conteúdos que a professora da sala julgar interessante usando a tecnologia. Há o momento do caderno, da lousa, de trabalho oral, de práticas externas, há momentos pra tudo e a coordenação do tempo é sempre cuidada. Lá na frente nosso aluno vai ter um vestibular, o mercado de trabalho, será pai, mãe, e a escola tem essa responsabilidade”, esclarece Tânia Maria Carvalho, assistente pedagógica na Fundação Bradesco sobre os cuidados com o currículo nacional.

Os resultados

Erik Golgenberg, gerente de educação da Microsoft para a América Latina, propôs aos participantes que apresentassem sugestões de como a iniciativa privada e a sociedade civil poderiam contribuir para a educação por meio de estratégia de projetos 1:1 (um para um) com qualidade.

Dentre os resultados, os participantes sugeriram que a Microsoft desenvolva estratégias para o intercâmbio com outras instituições brasileiras e latino-americanas, indicaram a necessidade da oferta de apoio para o desenvolvimento de projetos com o apoio de consultorias, reuniões e programas de formação liderados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Entre as formas de apoio foram indicadas capacitações aos educadores e gestores, suporte técnico para o planejamento do projeto-piloto, além de cada país planejar e colocar em prática os projetos-piloto.

A iniciativa de promover encontros de discussão torna-se muito válida nesses momentos em que é possível levantar idéias e minimizar dúvidas acerca do tema proposto. A Microsoft continua se empenhando em organizar eventos como este disponibilizando momentos de reflexão para a melhora da educação do nosso país.


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