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Projeto irradia inclusão digital para cerca de 200 alunos

Publicado em: 30 de Setembro de 2008
Alunos trabalham em Oficinas de Ensino

Envolver as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e instigar os alunos-normalistas a elaborarem e desenvolverem atividades de sala de aula com seus futuros alunos é o grande desafio do projeto Escola.com Ciência, vencedor do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2008 na categoria Aluno Monitor.

O trabalho foi desenvolvido pela professora Cláudia de Almeida Pires no Colégio Normal Estadual, localizado em Afogados da Ingazeira (PE). A proposta principal do Escola.com Ciência, que também foi finalista em 2007, é implementar as atividades da disciplina de Informática Aplicada à Educação com a elaboração das chamadas Oficinas de Ensino, coordenadas pelos alunos do Ensino Normal. Essas Oficinas atingem dois públicos alvos: estudantes do Ensino Normal (alunos-normalistas) e os chamados alunos convidados, do ensino fundamental, médio ou EJA (Educação de Jovens e Adultos).

No total, 150 alunos-normalistas e 60 alunos convidados, com o auxílio das ferramentas de informática, tiveram oportunidade de exercitar sua capacidade de trabalhar em grupo, realizar atividades coletivas, desenvolver o poder de argumentação, negociação e convencimento, bem como idealizar e planejar estratégias para superação dos desafios.

O diferencial existente no aluno-normalista, segundo a mentora do projeto, é que o educador se vê atuando não apenas diante de alunos, mas também diante de futuros professores. “Então, você não trabalha simplesmente conceitos, mas sim ‘como’ esses conceitos podem ser aplicados”, explica Cláudia. O ponto principal observado pela coordenadora é o desempenho dos diversos atores envolvidos nas atividades, o que, segundo ela, potencializou a dinâmica de atuação.

Fachada da Escola Normal Estadual

E para valorizar ainda mais o potencial criativo do aluno-normalista, Cláudia faz com que eles mesmos proponham os temas das Oficinas. “Isso faz com que eles tentem buscar assuntos voltados para os diferentes interesses das crianças com quem vão trabalhar. Por isso, temos Oficinas dos mais diversos temas, relacionadas à saúde, cultura, esportes, entre outros”.

O Escola.com CIÊNCIA surgiu em 2006, e ainda está em andamento. Dentre as tecnologias utilizadas, faz destaque para o uso do software Microsoft Powerpoint e do MSN Messenger. Aliás, a tecnologia norteia todo o projeto desde sua idealização até sua execução, alcançando a meta de incluir digitalmente os alunos-normalistas e alunos visitantes. Para conferir as informações inerentes ao projeto, é só acessar o site do projeto Escola VIRTUS.


Entrevista

Em qual desses itens você acredita que seu projeto se encaixa melhor: conteúdo, comunidade ou colaboração e por quê?
Acredito que o projeto tem um pouco de cada elemento, mas a categoria “colaboração” se destaca porque ele busca promover a inclusão digital do aluno-normalista, ou seja, o aluno que está na formação inicial como professor, e a partir desse ponto buscamos desenvolver atividades de ensino (oficinas) que viabilizassem a inclusão digital de outros alunos, atuando conjuntamente com outros educadores em atividades de ensino. Dessa forma, temos o envolvimento dos mais diversos atores do ambiente escolar.

Em que aspecto seu projeto inovou no uso da tecnologia?
O diferencial é que em nosso projeto a tecnologia não é utilizada como um mero instrumento de veiculação de informação. Ela passa a ser evidenciada como um elemento potencializador das atividades de ensino-aprendizagem, agregando novas perspectivas e novas possibilidades, graças aos produtos desenvolvidos com base nas idéias dos alunos-normalistas, que são direcionados aos demais alunos participantes.

“Em nosso projeto a tecnologia não é utilizada como um mero instrumento de veiculação de informação”

Quais os resultados pedagógicos alcançados na comunidade escolar?
Os resultados foram vários. Mas podemos fazer referência ao fato de vários alunos, hoje, estarem focando suas pesquisas de término de curso (TCC) para a análise crítica e experimental do uso das TIC em sala de aula. Também podemos apontar o fato de já termos alunos atuando como professores de informática no ensino fundamental, e ainda o fato de termos ganhado o Prêmio “Tecnologia a Serviço da Educação”, instituído pela Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, onde só na minha escola aproximadamente 40 profissionais receberam um microcomputador para uso pessoal, contribuindo efetivamente para a inclusão digital de vários desses professores.

Quais suas expectativas para a Guatemala?
As expectativas são muitas. Espero poder divulgar as idéias apresentadas no projeto Escola.com CIÊNCIA, disseminando a proposta entre educadores dos diversos países participantes. Com isso espero evidenciar a efetiva possibilidade de executarmos um trabalho inovador apesar das dificuldades enfrentas pela educação em nosso país. É importante que a idéia do projeto Escola.com CIÊNCIA seja traduzida como uma proposta de trabalho pedagógico auxiliada pelas Tecnologias da Informação e Comunicação, que resulta na transformação da sala de aula numa verdadeira e promissora Oficina de Formação de “Educadores Inovadores”.

Participante: Cláudia de Almeida Pires - Afogados da Ingazeira - PE
Colégio Normal Estadual
Professora de Informática


Por Adriana de Souza
Fotos: Paulo Pepe/ Divulgação

 

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