Programas que formam cidadãosPublicado em: 28 de Dezembro de 2004 | Atualizado em: 28 de Dezembro de 2004 Não basta ter computador. É preciso saber usá-lo. Este pensamento é o ponto de partida para que os especialistas em educação e tecnologia da Microsoft desenvolvam e aprimorem os programas educacionais que vem fomentando no país. Para dar respaldo a eles, as iniciativas ligadas ao ensino são amparadas por um grupo de nove educadores de destaque nacional, que discutem e avaliam permanentemente os projetos pedagógicos - é o chamado Fórum de Líderes Educacionais. "Para que um projeto educacional seja colocado em prática, levamos em consideração fatores como inovação, possibilidade de ser replicado e que seja um serviço de utilidade pública para a Educação", enumera José Manuel Moran, consultor de ensino a distância do Ministério da Educação (MEC) e membro do Fórum de Líderes Educacionais desde 2004. O trabalho do fórum pode ser mensurado pelo sucesso do Programa Aluno Monitor, pelos bons resultados do Programa Gestão Escolar e Tecnologias e por outras tantas repercussões positivas das iniciativas da Microsoft na educação para escolas e secretarias públicas espalhadas pelo Brasil. O envolvimento de alunos e a motivação dos professores são fatores que entusiasmam os membros do fórum. "O programa Aluno Monitor, que é bastante simples em sua essência, vêm obtendo resultados bastante positivos", destaca Moran. Os estados de São Paulo, Paraíba e Goiás já participam do programa de capacitação de jovens para atuar como monitores dos laboratórios de informática das escolas públicas onde estudam. Projetos no forno Apesar de estarem em estados distantes, os membros do Fórum se reúnem na sede da Microsoft, em São Paulo. Durante as reuniões são acompanhadas as ações, verificados os resultados de cada programa e também são discutidos parâmetros para projetos futuros, que podem a vir ser implantados no país. Além de debater os programas no Brasil, o fórum também troca experiências com conselhos da Microsoft de outros países por meio de conferências a distância, e-mails e, eventualmente, encontros presenciais. O objetivo do intercâmbio internacional é enriquecer os programas locais e analisar a viabilidade de adotar projetos de outros países no Brasil e vice-versa. O papel dos integrantes do fórum é avaliar a pertinência dos projetos estrangeiros em relação à realidade local. "Normalmente, os programas educacionais são concebidos em países com nível de desenvolvimento maior que o nosso. Assim sendo, há necessidade de adaptações tanto pelas questões culturais, quanto pelo próprio estágio de apropriação tecnológica de nossos usuários", explica a educadora Leila Iannone, uma das integrantes do fórum. Acesso à informação Para quem imagina que tecnologia de ponta nas escolas é sinônimo de sucesso, um alerta: os educadores do fórum são unânimes em afirmar que para promover uma aprendizagem qualificada não basta para as escolas possuir máquinas de última geração. "Visitei escolas públicas e particulares nos Estados Unidos e em diversos países da Europa. Lá existem mais equipamentos, melhor conexão e muitos recursos em software, mas em toda parte falta capacitação para um uso melhor das tecnologias", observa a educadora Léa Fagundes, também membro do Fórum de Líderes Educacionais. Se realidades distintas podem conter problemas em comum, os integrantes do fórum não perdem a visão de que, não importa em que país, a educação tecnológica deve buscar o aprimoramento do conhecimento humano, visando a um aprendizado completo e condizente com o mundo em que vivemos. E sem perder de vista que o computador e seus softwares nada mais são do que um meio para que cada cidadão garanta seu passaporte para a chamada sociedade da informação. Saiba mais sobre os educadores entrevistados:
Os outros membros do Fórum de Líderes Educacionais: Eduardo Chaves e Fernando Almeida (São Paulo); |