
Quando se fala em tecnologia na escola é comum vir à mente a imagem de uma sala repleta de computadores.
Porém, existem vários outros recursos que são esquecidos na escola e que possuem um papel estratégico na didática das aulas. Essa tecnologia pode ser, além dos computadores, um vídeo, um retroprojetor, um flanelógrafo...
É o que ensina a supervisora Margarete Pinto Sampaio, atual supervisora da Diretoria de Ensino Guarulhos Sul.
"Ao contrário do que as pessoas acreditam, o computador não é a única tecnologia à disposição nas escolas", ressalva Margarete. "O vídeo e os projetores, por exemplo, são recursos tecnológicos que podem ser utilizados com freqüência em apoio às aulas", enfatiza.
Ex-diretora escolar e ex-professora de Matemática, a supervisora Margarete vai aproveitar seu conhecimento para ensinar outros gestores escolares da rede pública a usar as tecnologias já disponíveis nos estabelecimentos de ensino.
Ela é uma das educadoras que vão atuar na formação de aproximadamente 1.240 gestores que integram o Programa Gestão Escolar e Tecnologia.
Margarete reconhece que a tarefa não é simples. "É comum os gestores "esquecerem" de aproveitar as tecnologias presentes nas escolas", lamenta.
Próxima etapa

Antes de ensinar, porém, Margarete teve de aprender. No segundo semestre de 2004, ela foi um dos 31 supervisores de ensino da rede pública de São Paulo que encararam o desafio de atuar como monitores das turmas do Programa Gestão Escolar e Tecnologias, criado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e a Microsoft.
Em maio de 2005, teve início outra etapa, quando o grupo inicia a atuação como professores de novas turmas de gestores. A iniciativa pretende trazer mais autonomia à rede escolar, que terá acesso facilitado à disseminação do uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Focado em interatividade, o programa alterna fases presenciais e à distância. Até o final de 2006, a previsão é que 11 mil gestores sejam formados pelo Gestão Escolar e Tecnologias.
Outras possibilidades
Margarete conhece bem o cotidiano dos gestores, afinal, ela mesma já foi diretora de escola, por 12 anos.
Como monitora, procurou ouvir o que os gestores tinham a dizer e sugerir modificações em suas escolas, sempre acompanhando o desenvolvimento das atividades.
A maioria dos profissionais se queixava de falta de habilidade com a máquina, mas logo perceberam que a proposta não era ensinar informática, e sim desmistificar a tecnologia.
"É um processo contínuo. Nós simplesmente procuramos conscientizar os gestores a respeito da importância de estarem integrados às diferentes possibilidades", argumenta Margarete.
Parceria de sucesso
Mônica Gardelli Franco foi a professora responsável pela turma da supervisora Margarete.
"É este tipo de parceria que faz com que possamos transformar a realidade, para melhor", avalia Mônica. "A equipe atuou sempre em sentido de complementação das ações, seja na fase presencial ou à distância", completa.
Daqui para frente, Margarete assume diretamente a tutoria do curso. Mônica acompanhará o trabalho da colega, ajudando e orientando as possíveis dificuldades.
E é com a determinação de quem acredita no que faz que a supervisora se prepara. "Espero poder ajudar ainda mais gestores a romper barreiras e melhorar nossas escolas", finaliza.
Fotos:
Margarete Sampaio: arquivo pessoal
Mônica Franco: Paulo Pepe