Brasil Home | Todos os sites da Microsoft

Procurar no Microsoft.com por:

Tecnologia é utilizada como remédio em Hospital de São Paulo

Publicado em: 05 de Fevereiro de 2009
Alunos tendo aula no leito com o auxilio do notebook

O trabalho realizado pela professora Ângela Maria Sanchez é pouco convencional e age literalmente como um remédio na vida dos educandos. Desenvolvido no Hospital Infantil Candido Fontoura, na zona leste de São Paulo (SP), o objetivo do projeto Jornal Notícias da Classe Hospitalar é garantir que as crianças e adolescentes internados tenham acesso à educação, ao lazer e o convívio com o meio externo.

A partir do 15º dia de internação, os pacientes passam a ter aulas diárias no hospital, correspondentes à série em que estão e com o conteúdo abordado pela escola de origem, para que não haja perdas nesse período. Quando o aluno – paciente não pode ir até a sala de aula, o atendimento é feito no leito com o auxílio do notebook.

O projeto Notícias da Classe Hospitalar estimula a leitura, a escrita e a socialização do conhecimento adquirido pelos alunos por meio de um jornal, distribuído a cada dois meses a toda equipe médica, pais, pacientes e também a Secretaria de Saúde e a Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo. Nele, os alunos publicam seus textos, relatos, poesias e desenhos, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais envolvente e prazeroso.

O trabalho conta com o apoio do Centro de Estudo do Hospital, que tem como objetivo realizar pesquisas na área da saúde e fornece a tinta para a impressão do informativo. Ele já está em sua sexta edição e é um sucesso! “A comunidade hospitalar fica aguardando ansiosamente o jornal”, diz Ângela.

Um dos fatores que contribuiu para tamanho reconhecimento, sem dúvida, foi o uso da tecnologia. “Ela vem para instigar, estimular e despertar a curiosidade da criança. Para a maioria deles é como se estivessem em êxtase quando se deparam com o computador!”, conta ela.

Tecnologia auxilia no processo de cura

Ângela conta que passou a se interessar pela tecnologia na educação quando se deparou com um paciente que se encontrava frequentemente internado e estava em idade escolar. “Vi na tecnologia um apoio, ela me trouxe condições de fazer um trabalho pedagógico com essa criança”, explica.

Mas, nesse caso, os benefícios do uso da tecnologia não param por aí. Além de auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, ela age como agente motivador, fundamental no processo de cura. “Durante a internação, muitos adolescentes ficam sem motivação. Com a oferta do computador, elas saem do estado de desânimo. Sendo assim o computador passou a ser chamado de “santo remédio” pela equipe de saúde”, diz a educadora.

Mas as ambições da animada professora para o projeto vão muito além. Ângela, inspirada no projeto brasileiro Vôo BPF, que conquistou o 3º lugar na categoria Inovação em Comunidade na etapa mundial do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores e, pretende estabelecer uma rede colaborativa com outros hospitais do Brasil e até mesmo de outros países, assim como as educadoras brasileiras. “Já escrevemos para um hospital em Santiago do Chile que tem classe hospitalar para fazer o intercâmbio. Assim, as crianças podem, por meio do MSN e webcam, fazer contato. Estamos aguardando resposta”, explica.

E não é para menos. Ângela diz ter observado uma melhora também no processo de cura dos alunos-pacientes. “Muitas vezes reduzimos o tempo de internação, auxiliando as crianças num momento importante”, conclui.

BOX:

Um pouco mais sobre o projeto:

O projeto Noticias da Classe Hospitalar teve início em abril de 2008 no Hospital Infantil Candido Moura e continua até hoje. O trabalho que começou com apenas um aluno, atualmente envolve mais de 30 crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio.

O trabalho é considerado inovador por permitir que os pacientes em idade escolar tenham acesso à educação e ao lazer, mesmo no período de internação. Para isso, o uso da tecnologia foi fundamental.

Foram utilizados os seguintes recursos tecnológicos: Windows, Word, Print Artist e jogos educativos.

Reportagem: Ana Claudia Esquisato e Adriana de Souza


 

Fale Conosco