Tec-Es 2006 traz novas idéias para a tecnologia educacional no ensino superior

Publicado em: 09 de Junho de 2006


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Preocupada em oferecer o melhor da educação para alunos, professores e gestores, a Microsoft criou contratos educacionais para atender às diferentes necessidades das instituições de ensino.

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Como lidar com a "Geração Internet", formada por universitários que cresceram em contato com a tecnologia? As instituições de ensino e professores estão preparadas para contribuir com o desenvolvimento desses alunos?

Para discutir questões como estas, a Techne e a Microsoft Brasil organizaram a 6ª edição do Tec-Es (Seminário Nacional de Tecnologia para o Desenvolvimento do Ensino Superior). O evento aconteceu nos dias 22 e 23 de maio de 2006 em São Paulo (SP) e contou com palestrantes de renome na área. Na platéia, reitores, dirigentes e gerentes de tecnologia de diversas instituições educacionais.

No primeiro dia, voltado para mantenedores de universidades, o seminário teve como foco temas como educação à distância, estratégias para universalizar o uso de e-learning pelo corpo docente e também o papel da gestão na era da internet.

Para o professor Cláudio de Moura Castro, da Faculdade Pitágoras, de Belo Horizonte (MG), um dos pilares do sucesso do ensino a distância baseado nas atuais tecnologias de informação e comunicação, está apoiado no papel do gestor. É fundamental que o gestor analise bem as características de cada curso antes de incluí-lo no currículo, assim como as expectativas dos alunos em relação ao seu conteúdo e tecnologias que serão empregadas.

Segundo o educador, cursos rápidos, como de pós-graduação lacto sensu, costumam dar mais certo do que os de graduação. "Quanto mais longo o curso, mais chances o aluno têm de perder a motivação", analisa. Apesar de estarem habituados ao mundo da tecnologia, os jovens da geração Internet têm muitas "tentações" que podem tirá-los do caminho. "É difícil convencer o estudante a preferir o estudo à distância do que a cervejinha com os amigos ou o cinema com a namorada por quatro anos".

Por isso, o educador aconselha os programas que misturam os dois tipos de ensino, os cursos chamados semi-presenciais.

Coordenador de projetos de educação on-line da Faculdade Sumaré, de São Paulo (SP), o professor José Manuel Morán falou sobre as experiências na instituição no que se refere à educação à distância, e deu sua visão sobre o assunto.

"O essencial é que haja uma verdadeira mudança de pensamento na instituição, ou o programa não vai para frente", observa. "Como o aluno vai acreditar em uma universidade que se propõe a ensinar à distância, mas que conta com uma secretaria ineficiente, com filas?", pergunta. "O aluno precisa perceber que a gestão e administração estão afinadas com os processos pedagógicos. Isso é trabalhar com coerência", completa.

Inovação Tecnológica

Outra questão foi o fato de muitos professores rejeitarem os conteúdos dados à distância. Segundo dados da Faculdade Sumaré, 30% dos professores fazem uso excelente das atividades de e-learning, 50%, uso burocrático e 20%, pouco ou inadequado. "É preciso estimular o professor a usar corretamente e mostrar que disponibilizar material na web ou receber trabalhos somente não é EAD", argumentou.

Ainda sobre este aspecto, a educadora Maria da Graça Moreira, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e do Senac-SP, afirmou que não existe uma solução pronta para que os docentes passem a usar a Internet como aliada. Entretanto, capacitações contínuas auxiliam os professores e funcionários a se sentirem mais seguros com o recurso.

O gerente de negócios educacionais da Microsoft, René Birocchi, apresentou a proposta de valor educacional da Microsoft para o segmento, constituída de quatro pilares: a redução dos custos de licenciamento, por meio dos contratos educacionais de volume; os benefícios de alto impacto para as instituições, como a disponibilização de licenças de uso de softwares para professores e funcionários utilizarem em suas casas gratuitamente; as soluções de tecnologia para a gestão acadêmica, como o CRM e o Learning Gateway (educação à distância); e, por fim, os programas de parceria e relacionamento acadêmicos, como as células acadêmicas e o Imagine Cup.

Segundo Birocchi, "a Microsoft possui dezenas de importantes ações para o segmento educacional (muitas delas gratuitas), que estão reunidas neste momento em uma oferta de alto valor agregado, que poderão contribuir significativamente para manter as instituições atualizadas na melhor tecnologia disponível no mercado".

Soluções educacionais

No segundo dia do Tec-Es, especialistas em produtos da Microsoft e da Techne expuseram soluções e plataformas que trazem benefícios para a tecnologia educacional.

Uma delas é o Microsoft CRM (Customer Relationship Management), que se baseia na gestão dos processos de relacionamento entre os alunos, ex-alunos e potenciais alunos com a instituição de ensino.

A instituição pode fazer campanhas de marketing dirigidas aos interesses de cada aluno, aumentando as chances de sucesso e novas matrículas em cursos de graduação, pós-graduação e extensão.

"O CRM pode ser integrado ao Microsoft Outlook, é passível de personalização e muito simples de ser usado", enumera Fábio Cespi, diretor da Techne.

Outra importante solução é o Microsoft BI (Business Intelligence). A ferramenta facilita a tomada de decisões com base na análise de informações. A partir de parâmetros definidos pelo usuário, o gestor pode entender melhor a situação de seus alunos, cruzar dados, controlar a inadimplência e a evasão escolar, fazer relatórios, entre diversas outras funcionalidades.

Sob medida para alunos e professores

O evento apresentou também exemplos de soluções desenvolvidas especialmente para a área de educação. Criado para atender todas as necessidades de toda a comunidade acadêmica, o Microsoft Learning Gateway é uma plataforma baseada no Office, que têm entre suas funções a criação e gestão de repositórios de objetos de aprendizagem, permitindo o compartilhamento de conteúdos pedagógicos, além de promover a colaboração entre professores e alunos, e a interdisciplinaridade entre os conteúdos das diferentes disciplinas.

Disponível gratuitamente no pacote Office 2003, a ferramenta Princípios de Aprendizagem constitui um conjunto de funcionalidades de apoio ao professor e aos alunos, para a realização de apresentações, pesquisas, elaboração de provas e relatórios acadêmicos. Elas são automaticamente instaladas no menu dos aplicativos Office, como o Word, o PowerPoint e o Excel.

O site Professores Inovadores é um portal que promove a interação entre educadores, que se agrupam em comunidades para debater experiências inovadoras no uso da tecnologia educacional. Além disso, os professores podem disponibilizar material para compartilhar entre si. Ainda não lançado no Brasil, o portal será inteiramente gratuito.

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