
Para que um trabalho dentro da escola seja realmente eficaz, não basta pensar somente na formação dos alunos, mas principalmente, na do professor e do gestor escolar, pessoas responsáveis pelo bom funcionamento da escola e que são exemplos para os estudantes.
Quanto mais qualidade tiver o seu trabalho dos administradores das escolas, melhor será também o resultado no processo de aprendizagem dos alunos. Foi com esse pensamento, a Microsoft desenvolveu o Programa Gestão Escolar e Tecnologias, voltado para quem pensa e trabalha para conduzir bem os trabalhos nas escolas, um parceria firmada em 2004 com a PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, por meio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que sugeriu a idealização de um programa no qual ajudasse os gestores com o uso das tecnologias.
A PUC se responsabilizou por cuidar dos fundamentos teórico-metodológicos e pelo desenvolvimento da formação dos gestores. Tanto trabalho teve suas recompensas. Hoje, são já cerca de 25 mil gestores capacitados envolvendo mais de 6.500 escolas de todo Brasil.
Dentre as atuais ações executadas pela PUC estão a formação e certificação da Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual de Pernambuco e Universidade Estadual de Goiás e Secretarias de Educação que formam e supervisionam gestores.
A relevância do projeto para a formação de lideranças no processo de integração das TIC nas atividades da escola, as demandas de Secretarias de Educação de diferentes estados ainda não atendidos até então pelo Programa e a certeza de que a expansão para outros estados tornaria-se mais efetiva com a colaboração de universidades locais foram decisivos para levar a Universidade paulista a desenvolver esse tipo de trabalho em parceria com a Microsoft.

Maria Elisabeth de Almeida, coordenadora geral do Programa, conta que ela e a equipe responsável pela elaboração e realização dos projetos aprenderam muito em todos esses anos de parceria. “A PUC aprendeu a lidar com os tempos da empresa e a flexibilizar ações e cronogramas para atender os tempos do sistema de ensino” – esclarece.
Além disso, Beth Almeida acredita que atuar integrada com organizações que têm, entre suas competências, a formação profissional, o desenvolvimento de produtos que atendam as necessidades locais e a realização de processos avaliativos pode contribuir muito com a sociedade de forma geral.
“Em cada projeto há novas aprendizagens que são incorporadas ao conjunto de experiências realizadas e trazem subsídios para os novos projetos a serem desenvolvidos” – afirma Beth Almeida.
Reportagem: Joana Mendes
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