Fazendo arte para incluir



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Arte do Concreto ao Digital trabalhou ao longo do ano com as turmas de 2ª série da escola, mas pretende trabalhar com mais alunos a partir do próximo ano.

O projeto explorou outras TIC em sala de aula, como o Paint, o Movie Maker e o Windows Media Player.

O trabalho ainda possui um Blog, no qual alunos e coordenadores lançam matérias sobre o projeto, além da divulgação do trabalho pedagógico da escola por meio de um jornal digital.

Costuma-se dizer que, quem canta, seus males espanta. No entanto, na Escola Classe 01 do Guará localizada em Brasília (DF), a música fez muito mais que isto: aliada à tecnologia, tornou-se um poderoso instrumento de inclusão digital para 33 alunos, e fez com que eles melhorassem – e muito - o seu rendimento escolar.

O primeiro contato com o Classmate PC

Com este objetivo surgiu o Arte do Concreto ao Digital, projeto criado há aproximadamente um ano. Segundo Cristiane Mendes Fernandes, uma de suas idealizadoras, o trabalho envolve atividades artísticas e diferentes TIC disponíveis, sempre partindo da música.

“Além disso, ressaltamos bastante também a nossa cultura e a valorização de artistas locais”, complementa.

Um painel geral da escola

Antes da criação do projeto, os alunos utilizavam o laboratório de informática para fixação de conteúdos dados e atividades recreativas com jogos. Além disso, muitos tinham dificuldade de entrosamento e de aprendizagem, mas demonstravam interesse pela informática.

Então, surgiu a proposta de integrar as atividades do projeto pedagógico da escola, cujo tema era Aquecimento Global: foi necessário fazer uma reflexão sobre o assunto. “E por que não aliar esta tarefa com os auxílios das tecnologias que temos na escola, realizando uma fusão com a arte?”.

Foram vários os produtos feitos a partir desta idéia, sempre partindo de algo concreto para o digital: produção de um livro de músicas no laboratório, apresentações no Power Point e criação de vídeos, e até mesmo a gravação de um CD musical.

Cristiane conta que a tecnologia foi fundamental e ofereceu um campo vasto para a exploração, a pesquisa e a comunicação.

“Acredito que a inclusão digital é essencial para o desenvolvimento do país e deve ser trabalhada nas escolas por meio de projetos a partir da educação infantil, pois o uso da tecnologia faz parte do cotidiano de todos. A criança tem uma facilidade incrível em aprender a utilizar as TIC”, explica.

Para se capacitar e aplicar as TIC em suas aulas, Cristiane participou de alguns dos Programas da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem: Aluno Monitor, Aprender em Parceria e Gestão Escolar e Tecnologia. ”Nossa experiência comprova o fascínio do uso destas ferramentas”, explica a educadora que destaca o Pacote Microsoft Office (Word, Excel, Power Point) como um de seus principais auxiliares em classe.

O primeiro contato com o Classmate PC

Para Dasy Araújo Arantes, também idealizadora do projeto e coordenadora do laboratório de informática, há a certeza de que a Informática Educativa contribui para a aprendizagem dos alunos e a inclusão digital.

“Vemos que o rendimento dos alunos superou qualquer expectativa e a auto-estima aumentou, tornando-os mais confiantes e capazes de expressar seus desejos e necessidades”, conclui.

Muito mais resultados

Além do envolvimento com os alunos, Cristiane destaca a participação de artistas locais, dos pais das crianças e de outras parcerias. “A comunidade foi convidada para apreciar várias vezes as apresentações de nossos alunos”, entusiasma-se.

Dasy conta que os pais têm acompanhado todo o desenvolvimento do projeto e estão muito felizes com os resultados. “E nós temos a grata satisfação de ver os desejos de todos os profissionais da educação sendo atingidos e o sentimento de vitória dos alunos”.

Cristiane completa: “Marcamos de forma positiva a vida de cada um, depositando valores com relação ao respeito ao próximo e ao meio ambiente, de forma criativa e atraente, unindo o uso de tecnologias a atividades artísticas”.

Arte do Concreto ao Digital pode ser implantado em outras escolas, mesmo sem os recursos de um estúdio de gravação. “Pode-se utilizar um computador, um gravador de som ou qualquer outro equipamento para capturar a voz dos alunos”, explica Dasy.

Em 2008, muito mais digital partindo do concreto: “Nosso intuito é desenvolver o projeto com a gravação de uma faixa musical para cada turma de nossa escola”, compartilha Cristiane.

Reportagem: Adriana de Souza
Fotos: Arquivo pessoal/ Ali Karakas

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