
Pegue um pouco de criatividade, a paixão de aprender, o prazer de ensinar, misture um pouco de tecnologia e acrescente todo o conhecimento adquirido com as capacitações dos Programas Microsoft. Pronto! Essa é a fórmula perfeita para se obter bons resultados em um projeto inovador.
Com todos esses elementos unidos a uma turma de alunos com espírito extremamente investigativo, foi desenvolvido o projeto Pequeno Cientista. Aplicado desde o começo do ano passado pela Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto, o trabalho surgiu para motivar os educandos, principalmente com dificuldade de aprendizagem.
Utilizando o aprendizado obtido nas capacitações de que participou – Aluno Monitor, Aprender em Parceria e Gestão Escolar e Tecnologia - a educadora Andréa Brieger Pereira, uma das coordenadoras do projeto, começou a colocar em prática suas idéias.
“Minha experiência tem mostrado que, nesses últimos anos, os alunos chegam ao ensino fundamental e até mesmo ao ensino médio sem apresentar competências essenciais, como estabelecer relações e abstrair”, relata Andréa. Alguma coisa precisava ser feita.
A fórmula do sucesso
Após participar do Aprender em Parceria, a educadora adquiriu alguns conhecimentos que, unidos às suas idéias, transformaram-se na proposta do Pequeno Cientista. “Esse programa possibilita trabalhar em parceria com outro professor, levando-nos a aprender a produzir cooperativa e colaborativamente, integrar a tecnologia em suas atividades e desenvolver habilidades de comunicação”.

Segundo Andréa, em seu trabalho, o educador trabalha a partir de uma situação problema, cujo conteúdo é de interesse geral dos alunos. Em seguida, é feito o levantamento dos conhecimentos prévios dos educandos por meio de problematizações.
“Durante o desenvolvimento do projeto, as observações e a experimentação possibilitarão aos educandos confrontar, ampliar, descartar ou validar as suas idéias”, explica.
Um dos exemplos de ação proposta pelos educadores foi o plantio de sementes de feijão. Primeiramente, levantou-se as hipóteses (como se obtém mais sementes de feijão? O que aparece primeiro durante a germinação?). Em seguida, o feijão foi semeado em copos plásticos com terra. Por fim, todo o resultado foi registrado com o uso da tecnologia. “O registro do plantio foi feito por meio de desenho realizado no Paint Brush, escrito no Word ou no PowerPoint, ou oral, utilizando o gravador do Windows”.
O resultado junto às crianças foi surpreendente, pois novas habilidades e competências foram desenvolvidas. Os pequenos cientistas começaram a observar de maneira consciente, estabelecer seqüências de fatos e, inclusive, selecionar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir informações e construir conhecimento. Certamente, um saldo positivo que compensa todos os desafios enfrentados.
O resultado dessa mistura
Dentre os principais obstáculos enfrentados durante a aplicação do projeto, Andréa destaca que o mais difícil foi convencer alguns professores de que eles são capazes de inovar introduzindo a tecnologia em sua prática pedagógica. Além disso, existia uma certa insegurança no uso das TIC e a falta de computadores em grande número. Entretanto, aos poucos, os educadores foram integrando novas e diferentes mídias ao seu cotidiano e se comprometendo com o Pequeno Cientista.

Passado todo o ano letivo de 2007, com os bons resultados em mãos, Andréa acredita que a idéia do projeto pode ser desenvolvida por outros educadores, pois seu ponto principal é o resgate da observação com posterior registro, o que serve para qualquer tema selecionado.
"O trabalho possibilita desenvolver competências essenciais, além de unir a alfabetização a outras áreas do conhecimento, integrar diferentes mídias que circulam nos espaços escolares potencializando seu uso crítico e criativo com forma de expressão oral, escrita, registro, socialização, bem como as produções em diferentes linguagens", explica.
A fórmula do sucesso para os pequenos cientistas tem previsão de continuidade para 2008, retomando o objetivo principal do projeto com os professores da 2ª série. E para os que pretendem se iniciar nesta nova ciência, a professora dá uma dica: "àqueles que querem começar a utilizar a tecnologia em sua prática docente, eu diria: vão em frente, comecem devagar, com atividades desafiadoras e possíveis onde os alunos sejam os protagonistas da ação", finaliza.
Reportagem: Adriana de Souza
Fotos: Arquivo pessoal
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