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Os Mundos de RoL
O Rise of Legends™ apresenta três raças absolutamente distintas que você pode liderar rumo à vitória. Nesta seção, exploramos os diligentes Vincis, os místicos Alins, e os enigmáticos Cuotls. Mergulhe nos personagens e culturas que se espalham pelo mundo de Rise of Legends e conheça mais sobre as histórias que formam o pano de fundo do jogo.

A Ascenção dos Alins Negros (parte 1)

A cidade de Mezekesh estremeceu na noite em que o Talismã caiu do céu. Todas as cidades dos alins estremeceram. Prédios desmoronaram, fogos se apagaram, e a torre mais alta da cidadela de Azar Harif ruiu, lançando uma nuvem de estilhaços sobre o povo na rua. Escorpiões rebelaram-se contra seus jóqueis, e arraias fugiram de seus donos. Relatos desse tipo vieram de todos os cantos do Reino Alin, naquela noite em que o céu mais negro de todos foi riscado pelas chamas das fogueiras.

Foi essa a noite que testemunhou a morte de Fassari, o sábio, rei dos alins.

Como eu costumava fazer, passei as primeiras horas daquela noite caminhando pelas muralhas externas de Mezekesh. Era um ritual que eu cultivava desde a juventude, uma espécie de patrulha; mas se eu fosse obrigado a dizer a verdade, diria que não era nada além de um hábito supersticioso. Quando eu era menino, fazia essa patrulha armado apenas de um graveto, e sonhava em me tornar um Caminhante do Deserto. Isso foi antes de meus dons como místico aflorarem; antes que viessem as intermináveis horas de treino, estudo e prática nas escolas de fogo e areia, e mais tarde, de vidro.

Mantinha o hábito da minha patrulha mesmo enquanto aumentavam minhas habilidades. Não tinha companhia nessas caminhadas em torno da cidade. Não procurava camaradas nem alimentava esperanças quanto a encontrar um acompanhante. Já conheci homens, soldados e místicos, que volta e meia olhavam por cima do ombro, na expectativa de que sua aura de dever inspirasse alguém a seguir seus passos. Não sou assim. Naquele tempo, eu procurava apenas uma coisa em minhas patrulhas. Procurava um inimigo.

O Reino Alin não tinha inimigos. Nem sequer sofria inconvenientes. Havia outros povos esparsamente postados na periferia de nossas fronteiras, certamente, mas esses não eram inimigos, tanto quanto uma mosca não é inimiga de uma montanha. Éramos um reino em paz… cansativamente, interminavelmente em paz. Eu era um Místico, com o dever de defender meu reino. Ansiava por uma chance de cumprir esse dever.

Há um ditado entre os alins: um desejo pode ser mais forte que o homem que o profere. Há muito tempo sou amaldiçoado pela compreensão profunda dessas palavras.

Naquela noite, como dizia, eu caminhava da mesma maneira de sempre, e lancei meu maldito desejo à desolação do crepúsculo. Ao lembrar desse detalhe, gostaria de acreditar que naquele momento senti algo de errado, uma sensação estranha qualquer, um sinal que prenunciasse os terríveis eventos que teriam início naquela noite. A verdade é que não senti nada. Completei meu percurso, silenciosa e introspectivamente; encontrando adversários apenas na minha imaginação, retornei à escuridão ainda maior dos meus aposentos na Torre de Areia.

Dormi, e tive meu desejo finalmente concretizado.