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Qual o principal ativo da sua
empresa? Você errou se respondeu que são
seus prédios, escritórios, máquinas da linha de produção ou mesmo
clientes.
O
principal ativo da sua empresa são seus funcionários que, há muito
tempo atrás, eram chamados de mão-de-obra, mas que hoje podem e
devem oferecer para sua empresa muito mais do que as “mãos” – devem
oferecer o “intelecto”. Passaram, então, a serem chamados de
colaboradores.
Bons colaboradores
irão analisar o mercado, entender o cliente e ajudar a desenvolver
novos produtos e melhorias nos atuais, criando potencial competitivo
para sua empresa. Irão trazer novos e importantes clientes e
fidelizarão os clientes atuais. Bons colaboradores trabalham como
parceiros da sua empresa, lutando dia após dia para que a empresa
esteja cada vez melhor. São pró-ativos e extremamente
participativos.
O Departamento de
Pessoal, que era terceirizado em várias empresas, teve que voltar
para dentro de casa, e evoluir, rapidamente, para atender as novas
necessidades de recursos humanos, passando a ter um papel vital e
estratégico em gerenciar o “principal ativo” da empresa.
Muito bem....mas como faço para
gerenciar este importante ativo – os recursos humanos?
Existem muitas
metodologias. Vou falar, bastante resumidamente, sobre a metodologia
usada e recomendada pela ADVANCE Marketing – aplicada em mais de 200
empresas de TI no Brasil. Caso você queira conhecer detalhadamente
esta metodologia, ou queira adquirir a consultoria da ADVANCE
Marketing, entre em contato através do e-mail:
advance@advancemarketing.com.br.
PLANEJAMENTO DE RECURSOS HUMANOS EM 7
PASSOS:
Passo 1 – Recrutamento e
seleção
Uma contratação é um casamento –
tem que ser feito com muito cuidado, e, o divórcio pode sair caro.
Descrição do cargo:
Antes de sair procurando,
especifique, exatamente, o que você espera do cargo e do candidato.
Quais serão suas atribuições e funções, pré-requisitos mínimos
necessários, habilidades e aptidões desejadas, e, perfil
profissional e psicológico. Escreva tudo. Crie uma lista para poder
pontuar os candidatos.
Busca dos candidatos:
Existem excelentes profissionais no mercado, mas, como
achá-los? Primeiro vamos falar dos
métodos mais tradicionais:
- Colocar um anúncio na própria empresa para que seus
colaboradores possam recomendar amigos, parentes ou outros
profissionais
- Falar com as principais universidades da sua região –
que são uma grande fonte de jovens
profissionais
- Colocar anúncio em revistas e jornais especializadas do
segmento em que atua
- Procurar bons profissionais que estejam trabalhando nos
seus parceiros, fornecedores, distribuidores ou clientes. Cuidado
para não perder um bom distribuidor ou cliente por causa de uma
“contratação surpresa”. Via de regra eles não vão se opor à
contratação desde que você os informe das suas intenções com
antecedência.
- Procurar profissionais nos seus concorrentes. Já vi
muito profissional fazer entrevista em um concorrente, ficar
animado com a oportunidade apresentada e contar toda a estratégia
da empresa atual. Cuidado com este tipo de contratação. No futuro
este profissional também poderá sair contando a estratégia da sua
empresa para seus concorrentes.
Hoje em dia, temos mais 2
grandes ferramentas, a Internet e o e-mail. Passe um e-mail para sua
rede de relacionamentos explicando o cargo e pedindo indicações.
Você poderá, também, acessar os inúmeros Web-sites de currículos –
alguns tem excelente engenho de pesquisa e currículos realmente
muito bons.
Entrevista:
Atualmente, existem várias
empresas que montam currículos brilhantes e treinam exaustivamente
os candidatos para passarem pelas mais diferentes formas de
entrevista.
É muito importante que você
esteja preparado para fazer uma entrevista. Antes de qualquer coisa,
leia atentamente, e com antecedência, o currículo do candidato.
Anote suas dúvidas e pontos que precisam ser esclarecidos. Agora
monte um roteiro para a entrevista. Liste 15 a 20 perguntas sobre as
experiências profissionais anteriores, 5 perguntas sobre a vida
acadêmica e idiomas, e, termine perguntando sobre hobbies e
atividades que demonstrem as habilidades de convivência e de
trabalho em grupo.
Dica 1 – Se o candidato foi bem
treinado, ele vai contar sobre grandes projetos como se ele tivesse
sido o grande responsável por tudo. Você vai ter que extrair dele
qual foi, EXATAMENTE, a participação dele. Em alguns casos você vai
ter que perguntar 2 ou 3 vezes até obter a resposta
exata.
Dica 2 – TESTE SEMPRE o
candidato, por exemplo, se o currículo diz que ele fala Inglês,
então fale 5 minutos em Inglês com ele. Eu sempre pergunto “Você
estudou na Universidade tal?
Quem eram seus professores?” – já peguei muito candidato que
não conseguia lembra do nome dos professores – o que é um mau sinal.
“Trabalhou naquela empresa?
Quem você conhece lá?” – aqui existe um espaço enorme para
descobrir as pessoas com quem o candidato se deu bem ou não, e,
identificar um pouco do perfil psicológico dele. “Tem hobby? Gosta de ler? Qual o último livro que você
leu?” – todo mundo diz que os hobbies são cinema e leitura, mas, não
conseguem falar o nome do último filme ou livro que leram – mau
sinal...
Dica 3 – Avise o candidato que
você ligará para ex-chefes para pedir referências, e, realmente,
faça isso. A contratação é um passo importante demais para você
ficar baseado apenas em entrevistas, e mais importante, o candidato
tem que passar por entrevista com pelo menos, 3 pessoas, na sua
empresa – e todas tem que estar 100% convencidas da
contratação.
Passo 2 – Comunicando a estratégia,
metas e objetivos
Todos os colaboradores deverão
conhecer, claramente, a visão e missão da empresa, quais os passos
que devem ser dados para chegar lá, e, principalmente, qual a
contribuição que a empresa espera dele.
Organize anualmente uma reunião
onde o presidente da empresa poderá explicar os caminhos e decisões
que nortearão a empresa para os próximos anos. Utilize este evento
para energizar e motivar os colaboradores mostrando a importância do
trabalho individual no resultado coletivo.
Próximo passo, escrever o
compromisso de cada colaborador para o próximo 1 ano. Escreva, de
maneira clara e objetiva, quais são as metas e as métricas, ou seja,
como medir o sucesso ou insucesso do colaborador, por exemplo,
“vender, no mínimo, R$ 1 Milhão dos produtos A e B para os 10
maiores clientes da carteira, sendo 40% nos primeiros 6 meses”;
“conquistar 10 novos clientes – vendendo, no mínimo, R$ 1 Milhão dos
produtos A, B ou C”. Liste 5 a 10 objetivos para cada
colaborador.
Passo 3 – Avaliação de
desempenho
Muito bem, chegou a hora de cada
gerente avaliar se as metas e objetivos dos seus colaboradores foram
atingidos. Recomenda-se fazer o processo de avaliação a cada 6
meses. Reserve 1 a 2 horas para cada colaborador que você gerencia:
- Primeiro repasse a lista com todas as metas e
objetivos. Analise os resultados e o status, e dê uma nota de 1 a
5 para cada um dos objetivos sendo, nota 5 para resultados
“excepcionalmente acima do esperado” e nota 1 para “muito abaixo
do esperado”.
- Agora converse com seu colaborador e veja quais foram
as dificuldades e os aprendizados. Identifique possíveis desvios
na condução dos objetivos e aplique ações corretivas. Talvez você
tenha que dar mais atenção ou mais treinamento para um determinado
colaborador. Veja como ele está se sentido com relação ao trabalho
e a empresa.
- De acordo com a necessidade, planeje um acompanhamento
mais intenso (mensal) para os mais novos de casa ou que estejam
apresentando maiores dificuldades. Quanto mais você conseguir
fazer o acompanhamento, mais fácil será realizar a avaliação de
desempenho no final do período de seis meses, pois você acompanhou
o esforço e empenho já no dia a dia.
Feedback
O feedback tem como objetivo o
desenvolvimento das pessoas. Ele visa mudança, é uma ferramenta que
serve para ajudar no auto-conhecimento e no relacionamento
interpessoal.
Dar e receber feedback é uma
verdadeira arte.
Para dar feedback, é importante
conhecer bem a outra pessoa. Se você tem apenas um conhecimento
supérfluo, ou tenha herdado a equipe, não tire conclusões
precipitadas. Reserve um tempo para conversar e pergunte sobre as
tarefas que desenvolvem, troque impressões e peça auto-avaliações de
desempenho.
Analise o perfil do colaborador
para ajustar a linguagem e ter uma comunicação mais efetiva. Reúna o
máximo de informação possível para se preparar para o
feedback.
O feedback muitas vezes é
confundido com uma bronca, e leva a fortes frustações. Nunca misture
emoções com a questão que será abordada.
Passo 4 – Remuneração e
benefícios
Vamos novamente lembrar de que
estamos passando de uma fase de “mão-de-obra” para a valorização e
utilização do “intelecto”, exigindo, uma profunda modificação no
sistema de avaliação e remuneração dos colaboradores.
Eu diria que, atualmente, o
ponto mais importante para as empresas é criar ou implementar um
sistema de remuneração e benefícios claro e justo. E, justiça, não é
tratar todos os colaboradores da mesma forma. Justiça é tratar as
pessoas diferentes de formas diferentes, e, portanto, a importância
de ter um sistema de remuneração flexível e com muitas opções – para
valorizar os colaboradores que fazem a “diferença”.
A maior parte das empresas,
hoje, remuneram seus colaboradores de forma fixa e variável.
Chamamos de remuneração fixa o salário, que deve ser coerente com a
média do mercado praticada por empresas do mesmo segmento e do mesmo
porte.
Chamamos de remuneração variável
toda remuneração que depende do desempenho do colaborador, da equipe
ou da empresa como um todo. Algumas empresas adotam metas e
remuneram o desempenho em 3 níveis: individual, time e empresa.
Imagine que se a empresa tiver um desempenho excepcional todos
poderão sair ganhando. Se o desempenho de um determinado colaborador
for excepcional, ele poderá ganhar uma recompensa maior que os
demais.
Além destas formas de
remuneração, existe um conjunto de benefícios, que também são uma
forma de remuneração e portanto são incorporados ao ganhos mensais.
Os benefícios são dados a todos os funcionários ou a um grupo
específico (normalmente definido por cargo), e podem ser:
assistência médica e odontológica, seguro de vida, carro, celular,
etc.
É importantíssimo que todas as
regras de avaliação e de remuneração sejam bastante claras,
objetivas, e, de conhecimento de todos os colaboradores.
Recomendamos utilizar os sistemas de faixas salariais e posições na
faixa, e, atrelar méritos e promoções às notas da avaliação de
desempenho.
Passo 5 –
Motivação
Pessoas diferentes se motivam de
maneira diferente. É importante que você identifique os fatores que
motivam seus colaboradores para que você possa satisfazê-los –
algumas pessoas preferem, muito mais, receber publicamente um elogio
do Presidente da empresa do que um bônus
financeiro.
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Pessoas motivadas
por:
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Buscam:
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ORGULHO
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Realização e
reconhecimento
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PODER
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Controle, domínio e
comando
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PARTICIPAÇÃO
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Aprovação do grupo e
afiliação
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RENDIMENTOS
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Satisfação
financeira
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PAZ
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Segurança e
estabilidade
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CONHECIMENTO
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Crescimento
intelectual
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Atitude positiva
Estar motivado ou não acima de
tudo é uma questão de atitude, busque o melhor de
si! Escolha a sua atitude: O esforço em
realizar uma tarefa com a “cara amarrada” ou com “bom astral” é o
MESMO...mas, o resultado é totalmente
DIFERENTE!
Não podemos controlar a forma
como os outros escolhem suas atitudes, mas podemos escolher como nós
vamos reagir.
Bom humor, ânimo, entusiasmo,
alegria tornam o ambiente de trabalho mais agradável e
conseqüentemente mais produtivo. Veja sob outros ângulos as tarefas
rotineiras, torne-as mais agradáveis, usando bom humor e
criatividade.
Respeite a atitude dos outros.
Lembre-se que sempre que você fala ou faz algo a alguém você provoca
uma reação. Procure sempre bom senso em suas
atitudes.
Lembre-se que você tem dentro de
si recursos de energia que jamais foram aproveitados, tem talentos
que jamais foram explorados, força que jamais foi testada, e tem
mais a doar do que já doou até hoje.
Passo 6 –
Treinamento
“Mão-de-obra” x “Intelecto”,
certo?
Bom, para tirarmos o máximo
desempenho do motor “cérebro” dos nossos colaboradores temos que
alimentá-los com “combustível”. O combustível é informação e dados
para que ele possa processar e nos devolver em formato de
inteligência.
Desta forma o treinamento passa
a ter um papel fundamental no crescimento intelectual da empresa –
criando um diferencial competitivo.
Dica 1 – Muitas vezes temos
excelente profissionais técnicos que são promovidos para gerentes de
equipe mas, não recebem o treinamento adequado e passam a
desempenhar um péssimo papel gerencial. A empresa perdeu um
excelente técnico e ganhou um péssimo gerente.
Dica 2 – Treinamento não é
somente para a equipe técnica. Você deveria reciclar, também, os
conhecimentos dos seus colaboradores nas áreas financeiras,
administrativa, marketing e principalmente vendas. O mercado
consumidor mudou muito, está mais exigente, e, demanda novas
técnicas e conhecimentos de processos e melhores práticas de
vendas.
Dica 3 – Existem, hoje, uma
infinidade de treinamentos disponíveis. Desde os tradicionais “sala
de aula, lousa e giz” até livros de auto-ajuda, treinamentos
multi-mídia em CDs, e mais recentemente, a Internet com um volume
impressionante de bons treinamentos a custos altamente competitivos,
permitindo que o colaborador recicle seu conhecimento no horário e
no local de sua conveniência.
Dica 4 – Invista em treinamento
para seus colaboradores, mas, cobre deles os resultados destes
investimentos e o melhor instrumento para isto é a avaliação de
desempenho, ou seja, o treinamento tem que contribuir na execução
das metas e objetivos da empresa.
Passo 7 –
Desligamento
Uma das tarefas mais difíceis
que os gerentes enfrentam é o desligamento de colaboradores seja
porque quebraram algumas regras, ou por não estarem desempenhando
satisfatoriamente suas funções, ou criando problemas com outros
colaboradores, ou mesmo por conta de uma mudança estrutural na
empresa.
A melhor demissão é aquela que,
de certa forma, já era esperada, ou seja, a empresa já vinha
sinalizando para o colaborador que sua performance estava abaixo do
esperado, ou através da “acordos” que beneficiam as
partes.
A pior demissão é que aquela que
pega o colaborador totalmente de surpresa. Aqui a carga emocional
envolvida na reunião será gigantesca e o grande desafio do gerente
será conduzir a reunião de maneira muito lógica, quase que
“matemática”, embasando todos os fatos e decisões, e, evitando, ao
máximo, o terreno emocional.
Dica 1 – Prepare-se para a
reunião, organize seus pensamentos e monte um roteiro com os
tópicos:
- Explique a situação da empresa e do
grupo
- Explique a situação do colaborador e a decisão da
empresa em fazer o desligamento
- Neste momento deixe que o colaborador possa expressar
seus sentimentos e angústias
- Fale que a empresa se esforçará, ao máximo, para ajudar
o colaborador a se recolocar no mercado de
trabalho
- Comunique os próximos passos
Dica 2 – Seja breve, objetivo,
direto e, na medida do possível, honesto. Tenha em mãos todos os
documentos que possam comprovar o que você estiver falando, por
exemplo, as avaliações de desempenho, as cartas ou e-mails de
advertência, etc.
Dica 3 – Hoje, existem várias
empresas de “outplacement” que ajudam o colaborador a se recolocar
no mercado de trabalho. Talvez sua empresa queira contratar o
outplacement para o colaborador que está sendo
desligado.
Dica 4 – Assegure-se de
acompanhar o colaborador até a saída evitando que ele leve consigo
documentos, dados ou informações confidenciais ou estratégicas da
empresa.
Até o próximo
fascículo!
Dagoberto Hajjar
Diretor Presidente
ADVANCE
Marketing
advance@advancemarketing.com.br
www.advancemarketing.com.br
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