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Microsoft mostra o outro lado da Internet Preocupada com um dos maiores problemas que os consumidores enfrentam na era digital, a Microsoft lançou uma campanha nacional (EUA) para barrar o crescente aparecimento de fraudes na Internet. A empresa está abrindo ações legais contra três empresas localizadas nos Estados Unidos, alegando um esquema elaborado de fraude contra o consumidor e distribuição de software falsificado na Internet. As empresas espalharam "spams" - correntes de e-mail enviadas para pessoas que não haviam solicitado - para milhões de consumidores em todo o mundo e enganaram milhares na aquisição de software Microsoft falsificados. Cortes do Arizona, Missouri e Carolina do Norte solicitaram buscas surpresas e encontraram milhares de cópias de componentes de software falsificados. Além disso, devido ao âmbito da atividade ilegal, as Côrtes autorizadas proibiram as empresas de transferirem e acessarem seus bens sem a permissão da corte e injunções exigindo que os acusados parem de oferecer ou distribuir software falsificado da Microsoft Cada uma das empresas acusadas no caso é composta por um ou dois indivíduos que operam em suas Internet, conectados via Web a uma instituição sem registro em Asheville, N.C., chamado Online Software Club of America (OSCOA). Inicialmente, a Microsoft ficou alerta em relação ao OSCOA devido a reclamações de consumidores de que a empresa estava enviando grandes quantias de mensagens indesejadas ao público, anunciando ofertas suspeitas de software Microsoft. Depois de receber cerca de 2 mil reclamações em seu hotline anti-pirataria em poucos meses, a Microsoft enviou investigadores profissionais para revelarem o que se tornaria um emaranhado de atividades de falsificação e "spamming". Durante as investigações do OSCOA, a Microsoft descobriu que os acusados adquiriram software Microsoft falsificados de vários fornecedores e distribuíram milhares de unidades ilegais de software durante a semana, baseados em respostas de e-mails na Internet. Foram realizadas apreensões no OSCOA, em Asheville, de fornecedor e distribuidor que faziam negócios com o Online Discount Software Club em St. Louis. Descobriram também milhares de cópias de componentes de software Microsoft contrabandeados. A investigação também levou a Austin, no Texas, onde coincidentemente alguns negócios já haviam sido alvo de investigação criminal do Departamento de Polícia de Austin. Uma busca no site revelou centenas de cópias de software Microsoft falsificados assim como de outras empresas, como a Corel. Mas as investigações ainda continuam. Além de organizar o esquema de distribuição de falsificação, o OSCOA contratou uma empresa atuando como a NATM-NET para enviar e-mails indesejados para pelo menos 25 milhões de endereços oferecendo software pirata a preços baixos. As empresas enganaram os clientes disfarçando a origem e a fonte dos e-mails ou forjando o e-mail header e tornando-o irrastreável. Em alguns casos, o e-mail parecia vir de endereços fora dos Estados Unidos, como Coréia, México, Israel e Itália. As mensagens disfarçadas freqüentemente solicitavam número de cartão de crédito ou outras informações privadas do receptor. Os web sites para o qual essas mensagens levavam consumidores potenciais eram temporários, sites que desapareciam depois de algum tempo. A NATM-NET aplicou uma multa no OSCOA de US$ 850 para cada milhão de mensagens de e-mail enviada a consumidores na Austrália, Grã Bretanha, Itália e Brasil. Dados obtidos do OSCOA indicam que milhares de consumidores - entre eles muitas agências, escritórios de advocacia e grandes companhias - foram enganados comprando software falsificado. "É irônico que uma das chaves para a atual prosperidade econômica dos Estados Unidos coloque em risco a vitalidade do futuro econômico da indústria de software", destacou Brad Smith, conselheiro geral de suporte e vendas mundial da Microsoft. "Quando os direitos de propriedade intelectual são ignorados e os clientes têm sua privacidade violada na Internet, estamos correndo o risco de quebrar a promessa de que a Internet fará a revolução do comércio no novo milênio". Reclamações formais relatadas neste esquema de falsificação foram abertos contra as seguintes empresas de Internet: Online Software Club of America de Asheville por alegada distribuição de software falsificado [Civil Action No. 1:99CV173-C] http://www.oscoa.com/ NATM-NET, a k a Networld of Phoenix, por alegada infração trademark, descrições falsas e falsa representação [Civil Action No. CIV 99 1602 PHX RCB] http://www.natm-net.com/ IWI LLC dba Online Software Club, dba Discount Software Club, dba Online Discount Software Club; Information Warehouse Inc. de St. Louis por distribuição de software falsificado [Civil Action No. 4:99CV01364CAS] http://www.discountsoftwareclub.com/, http://www.leadsgrabber.com e http://www.businesslisting.com. "Esse é um exemplo clássico do poder da Internet de abalar os negócios online e colocar os consumidores em situação de risco, não somente através de falsificação de software, mas dando dados pessoais sob falsos pretextos", disse Tim Cranton, advogado corporativo referente aos esforços da Microsoft no combate à pirataria Internet. "É muito importante que os clientes sejam cautelosos quando fizerem suas compras na Internet." "A pirataria é um problema inerente nesta indústria e sentimos que é importante que todos os fabricantes trabalhem juntos em busca de uma solução", disse Dr. Michael Cowpland, presidente e CIO da Corel. "A Corel está comprometida em combater a pirataria de software. Ao expor operações como o do Online Software Club, estamos nos protegendo e a nossos clientes". Quando lidam com fabricantes de software na Internet, os consumidores deveriam ficar atentos para:
A Business Software Alliance estima que há mais de 840 mil sites vendendo software na Internet. Muitas empresas online têm sites de aparência profissional onde até mesmo os mais experientes consumidores online poderiam tornar-se uma vítima. Empresas de Internet desonestas freqüentemente utilizam vários endereços de e-mail e Web sites, dificultando a sua localização. De fato, o crime na Internet tornou-se um problema tão grande que nos mês passado, o presidente Clinton criou um grupo de agentes federais para estudar o fenômeno e fazer um relatório das maneiras mais eficazes de utilizar a lei existente e a tecnologia para defendê-la. Os clientes que adquiriram software falsificado acham que, além de aumentar o potencial do vírus, tal software corre o risco de não possuír elementos-chave como manual de uso, identificação de produtos, certificados de autenticidade, acordo de licença e até mesmo o código do software. Os clientes com software pirateado também não têm direito a suporte técnico ou upgrades. Ao gastar dinheiro com software falsificado, os clientes também estão contribuindo inadvertidamente para a perda de receita. Em 1998, a pirataria de software causou perdas de cerca de U$1 bilhão em impostos e 109 mil postos de trabalho nos Estados Unidos. Os clientes ou revendedores que desejarem mais informações sobre a legitimidade de software da Microsoft devem mandar um e-mail para piracy@microsoft.com. |
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