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5 dicas para evitar spyware e seqüestradores de navegadores

Publicado em: 28 de Julho de 2005 | Atualizado em: 28 de Julho de 2005

Eu recebo regularmente e-mails de leitores e ouvintes que perderam controle de seus navegadores. Eles geralmente dizem algo assim:

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"Meu navegador de Internet foi controlado por alguma coisa. Quando tento fazer uma pesquisa na Google ou MSN, algum outro programa de busca aparece. Eu reinstalo minha home page, mas de algum modo ela sempre volta para um site de pornografia. Por favor, ajude-me.”

Esta pessoa é vítima de um seqüestrador de navegador. Ela pode ter entrado num site que baixou um programa automaticamente. Mais provável: a vítima baixou um programa perigoso voluntariamente.

Estes programas entram na categoria "adware," ou software de propaganda, popularmente conhecidos como "spyware." Basicamente, programas spyware/adware entopem você de anúncios. Com freqüência eles aparecem como pop-ups no seu computador. Às vezes eles são anúncios em páginas da Web.

Diferentes empresas usam os termos "spyware" e "adware" de modo diferente. Assim, para evitar confusão, eu os uso como sinônimos. Eu considero qualquer programa que traga anúncios como spyware/adware.

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Algumas pessoas usam o termo "spyware" para descrever programas de espionagem, tais como keyloggers. Eles são um problema, mas não têm nada a ver com anúncios. Portanto, não estou os incluindo neste artigo.

Aqui estão cinco coisas que se deve saber sobre problemas ligados ao spyware/adware.

1.

Cuidado com o quê você baixa! O pior de tudo são os seqüestradores de navegador e mecanismos de busca. Eles são inoportunos e difíceis de deletar. Às vezes, as pessoas chegam a limpar seus discos rígidos e começar tudo de novo para livrar-se deles. Alguns são dirigidos às crianças que podem ser mais crédulas que os pais.

Ocasionalmente, estes programas chegam via um download dirigido (drive-by). Se você receber um desta forma, saiba duas coisas: você está circulando por lugares errados e sua cópia do Windows precisa ser atualizada.

Foi descoberto um defeito no Internet Explorer em 2003 que permitia tais seqüestros. A Microsoft corrigiu esse defeito. Porém, muita gente deixou de atualizar suas máquinas. Aqueles que não o fizeram precisam visitar este site.

No entanto, muitos destes programas são baixados intencionalmente. Quando estiver surfando, pode ser que você veja uma mensagem perguntando se você gostaria de baixar um programa especial de mecanismo de busca ou outro programa supostamente útil, ou mudar sua home page. Usuários de computador espertos sempre dizem não. Se você tem dúvidas sobre o programa, não baixe!

Geralmente, estes programas são concebidos para lhe mandar anúncios. Quando você tenta entrar no Google para uma busca, por exemplo, estes programas vão redirecionar seu navegador para outro site. Você pode conseguir uma função de busca, mas vai ser uma droga. E pode contar que você vai receber um monte de anúncios.

2.

Cuidado com programas freeware; muitos terão um custo. A Internet tem uma grande tradição de software gratuito. Ao longo dos anos, têm sido oferecidos diversos programas excelentes gratuitos. Porém, com freqüência os autores desses programas ganham a vida fazendo-os. Portanto, eles precisam ter um ganho.

Grandes empresas de serviços de publicidade oferecem a eles um trato. Inclua nosso programa em seu download e nós lhe pagamos por isto. Geralmente, a presença do spyware/adware está incluída no contrato do usuário do freeware. Infelizmente, poucas pessoas lêem esse contrato. Além disso, às vezes ele não é claro. E às vezes, ele nem está lá. “A maior parte das vezes, ele chega ao sistema sem o conhecimento do usuário”, diz Bryson Gordon, gerente sênior na McAfee Security.

Estes micos são de dois tipos. Alguns chegam com anúncios, os quais são passados para você. Outros podem ser pop-ups, ou podem ser anúncios que aparecem em páginas da Web.

Os programas mais perigosos rastreiam sua navegação. Por exemplo, se você visita sites de caiaque, eles vão perceber isso. Daí eles passam essa informação para um computador na Internet. A primeira coisa que você vai perceber é que em suas páginas na Web aparecerão com anúncios de caiaque. Ou você começa a receber pop-ups oferecendo equipamento para prática de caiaque.

3.

Saiba distinguir os bons e os maus cookies. Estes pequenos arquivos de texto têm uma má reputação. Mas muito disso é baseado na ignorância. Os cookies na verdade executam serviços valiosos. Por exemplo, eles podem fazer você ir direto para um site sem entrar com sua senha.

Veja como os cookies funcionam: Digamos que você entre no site ABC Book Co. e compra um livro. A empresa baixa um arquivo de texto no seu computador, o qual inclui um número de identidade. Isso é um cookie.

Duas semanas depois, você volta ao site da ABC Book. A primeira coisa que acontece é que seu navegador verifica se há um cookie da ABC. Ele acha e o envia para o computador da ABC.

Usando o site da ABC, ele diz “Bem-vindo de novo, Zé!” Como ele sabe? A ABC Book tem a informação sobre a venda de duas semanas atrás no banco de dados. Ela combina a número de identidade no cookie com a informação da venda e customiza a página para você.

Na sua próxima compra, você não terá de informar seu cartão de crédito ou endereço. Isso já estará no arquivo. Novamente, aquilo veio do banco de dados e foi habilitado pelo cookie.

Tudo isso é muito conveniente. Mas existem cookies menos desejáveis também. Eles são chamados cookies de rastreamento (tracking cookies). Digamos que visita o site da Cirurgia de Cérebro XYZ. Há um banner de propaganda lá e ele está conectado a uma empresa de serviços de publicidade. Ele baixa um cookie. O cookie diz “Esta pessoa visitou o site da Cirurgia de cérebro XYZ.”

Em seguida, você entra num site de transplante de coração. O banner de publicidade é associado com a mesma empresa de publicidade. O navegador envia o cookie para o banner de publicidade. O anúncio acrescenta a anotação de que você visitou o site de transplante de coração.

Depois de um tempo, o tracking cookie constrói um perfil de seus interesses. A empresa de serviços de publicidade vende esta informação. Por isso você começa a receber propaganda de equipamentos médicos.

4.

Aviso: Os bugs da Web estão vigilantes: Quando você visita um site, você pode estar sendo vigiado por um bug da Web. Isso é um minúsculo sinal gráfico, medindo um pixel por um pixel. Ele envia informação para outro computador.

Juntos estarão seu número de IP e o endereço principal do site que você visitou. Aquele site da Web pode usar o bug para transmitir outra informação – seu endereço de e-mail, por exemplo – para o computador mãe do bug.

Por que aquele site enviaria seu endereço de e-mail? Dinheiro.

"Todo mundo começa com boas intenções, mas tudo é motivado pelo lucro,” Roger Thompson, vice-presidente de desenvolvimento da PestPatrol, que publica software de segurança de computador.

Conforme você surfa, bugs da Web de empresas de publicidade começam a pipocar em outros sites. Cada empresa de publicidade usa esta informação para construir um perfil. O resultado? Mais propaganda!

5.

Reforce sua segurança. Que outras coisas você pode fazer? Primeiro, use o senso comum. Se um site oferece baixar um programa, recuse. Se ele pede sua home page, diga não. E mantenha o Windows atualizado. Você pode instalar versões mais recentes do Windows para fazer isso automaticamente. Ou abrir o Internet Explorer. Clique em Ferramentas e Janelas. Siga os prompts.

Se você fizer essas coisas, vai evitar os seqüestradores. As ferramentas de rastreamento, embora inoportunas e irritantes, são menos perigosas. Muito disso pode ser bloqueado com programas de segurança. A McAfee e o PestPatrol têm programas bem cotados. Eu gosto do SpywareBlaster, que é gratuito.

Se você bloquear os programas spyware/adware que vêm com freeware, o programa que você quer pode não funcionar. Nesse caso, você pode querer deixar o spyware/adware rodando. No mínimo, você vai saber que ele está lá.

Você pode remover o que já esteja em seu computador. Experimente o Ad-aware ou o Spybot Search and Destroy. Eu tenho links para estes e muitos outros programas de software de segurança , muitos deles gratuitos, no meu site (www.komando.com/bestshareware.asp).

Kim Komando

Kim Komando
Kim Komando escreve sobre tecnologia de local de trabalho e problemas de segurança. Ela apresenta o maior programa de entrevistas sobre computadores e Internet no rádio dos EUA e escreve uma coluna para mais de 100 jornais Gannet e para o USA Today. Encontre o programa da Kim (em inglês) na estação de rádio mais próxima de você, e envie um e-mail (em inglês) para receber gratuitamente por e-mail o seu boletim informativo semanal.

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