Visão Geral da Especificação 802.11g

Publicado em: 13 de outubro de 2003

Imediatamente depois de o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) aprovar o padrão 802.11b em julho de 1999, eles começaram a trabalhar no padrão 802.11g, mais rápido. A especificação final para o 802.11g inclui recursos tanto obrigatórios quanto opcionais. Ainda que a Wi-Fi Alliance (em inglês) requeira 54 Mbps para certificação, o padrão oficial 802.11g inclui um requisito por uma taxa de dados de somente até 24 Mbps. As taxas de dados adicionais de 36, 48 e 54 Mpbs são um componente adicional do padrão aprovado pelo IEEE. Por razões competitivas, é improvável que qualquer fornecedor produza um equipamento capaz de somente o mínimo de 24 Mbps.

Uma diferença-chave entre as tecnologias sem fio 802.11b e 802.11g é o tipo modulação (em inglês). O Complementary Code Keying (CCK – Chaveamento de código complementar) é utilizado para o 802.11b. A Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM - Multiplexação por divisão de freqüência ortogonal) é utilizada para as taxas de dados mais altas do 802.11g, e o CCK é utilizado para as taxas mais baixas do 802.11g. Suporte opcional para outra modulação chamada Packet Binary Convolutional Code (PBCC – Codificacação Convolucional Binária de Pacotes) também está incluído no padrão 802.11g (22 Mbps a 33 Mbps). A Texas Instruments incluiu essa modulação nos produtos 802.11b+ que estão disponíveis de alguns fornecedores (D-Link, USR, por exemplo). A PBCC foi sem sucesso proposta como o padrão oficial para o 802.11g.

A modulação CCK foi incluída junto com a ODFM como requisito no 802.11g para assegurar compatibilidade retroativa e co-existência com o 802.11b. Mesmo que a modulação ODFM ainda seja utilizada no 802.11a, o 802.11g não é compatível com ela porque opera em uma freqüência de banda diferente.

A tabela abaixo mostra os conjuntos de recursos de cada uma das três versões do padrão 802.11. O 802.11g tem que equilibrar dois tipos separados de modulação para fornecer compatibilidade retroativa com o 802.11b.

Comparação de Tecnologias 802.11

 802.11b802.11a802.11g

Taxa máx. de dados Mbps

11

54

54

Tipo de Modulação

CCK

ODFM

CCK and ODFM

Taxas de Dados Suportadas

1, 2, 5.5, 11 Mbps

6, 9, 12, 18, 24, 36, 48, 54 Mbps

OFDM: 6, 9, 12, 18, 24, 36, 48, 54 Mbps CCK: 1, 2, 5.5, 11

Freqüências

2.4–2.497 GHz

5.15–5.35 GHz 5.425–5.675 GHz 5.725–5.875 GHz

2.4–2.497 GHz

Compatibilidade Retroativa com Dispositivos 802.11b

O equilíbrio da modulação CCK e ODFM requer um mecanismo de segurança para controlar o tráfego. O padrão anterior 802.11b usa um mecanismo Pedido de Emissão/Pronto para Enviar (RTS/CTS) para determinar se a transmissão livre é possível. O padrão anterior 802.11b não tem ciência do ODFM e portanto somente pode ver outras transmissões 802.11b. Assim o padrão oficial 802.11g requer um mecanismo de proteção para operação mista b/g.

A Wi-Fi Alliance testa um de dois métodos de sinalização como parte da certificação, RTC/CTS e CTS-to-Self. A proteção CTS-to-Self envia uma mensagem CTS usando uma taxa 802.11b para limpar o ar, seguida por dados enviados usando uma taxa de dados 802.11g. Esses mecanismos de proteção exigem uma penalidade de desempenho. Isso significa que um dispositivo capacitado para 802.11g deve segurar o tráfego ODFM 802.11g para permitir que clientes 802.11b transmitam.

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Qual é o Rendimento Real do 802.11g?

O rendimento máximo real em um ambiente misto b/g de um cliente 802.11g está limitado entre 14 e 15 Mbps. Isso ainda é aproximadamente três vezes mais rápido que o 802.11b. A especificação também permite um modo de Desempenho G ( somente G ) em que o rendimento possa chegar a 20-24 Mbps. Um modo adicional somente B foi adicionado para utilização em todos os ambientes 802.11b.

Vários fornecedores (em inglês) estão estendendo o rendimento ainda mais com um recurso chamado packet bursting, uma tecnologia que aumenta a velocidade mas não faz parte do padrão oficial 802.11g aprovado. Em redes mistas 802.11b/g, fornecedores estão alegando que essa tecnologia melhora o rendimento dos produtos 802.11g em cerca de 30%; e em redes somente de 802.11g, em até 50%. É improvável que os fornecedores implementem essa tecnologia de packet bursting da mesma forma. Como resultado, não conte com total interoperabilidade quando o packet bursting for usado.


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