Imediatamente depois de o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) aprovar o padrão 802.11b em julho de 1999, eles começaram a trabalhar no padrão 802.11g, mais rápido. A especificação final para o 802.11g inclui recursos tanto obrigatórios quanto opcionais. Ainda que a Wi-Fi Alliance (em inglês) requeira 54 Mbps para certificação, o padrão oficial 802.11g inclui um requisito por uma taxa de dados de somente até 24 Mbps. As taxas de dados adicionais de 36, 48 e 54 Mpbs são um componente adicional do padrão aprovado pelo IEEE. Por razões competitivas, é improvável que qualquer fornecedor produza um equipamento capaz de somente o mínimo de 24 Mbps.
Uma diferença-chave entre as tecnologias sem fio 802.11b e 802.11g é o tipo modulação (em inglês). O Complementary Code Keying (CCK – Chaveamento de código complementar) é utilizado para o 802.11b. A Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM - Multiplexação por divisão de freqüência ortogonal) é utilizada para as taxas de dados mais altas do 802.11g, e o CCK é utilizado para as taxas mais baixas do 802.11g. Suporte opcional para outra modulação chamada Packet Binary Convolutional Code (PBCC – Codificacação Convolucional Binária de Pacotes) também está incluído no padrão 802.11g (22 Mbps a 33 Mbps). A Texas Instruments incluiu essa modulação nos produtos 802.11b+ que estão disponíveis de alguns fornecedores (D-Link, USR, por exemplo). A PBCC foi sem sucesso proposta como o padrão oficial para o 802.11g.
A modulação CCK foi incluída junto com a ODFM como requisito no 802.11g para assegurar compatibilidade retroativa e co-existência com o 802.11b. Mesmo que a modulação ODFM ainda seja utilizada no 802.11a, o 802.11g não é compatível com ela porque opera em uma freqüência de banda diferente.
A tabela abaixo mostra os conjuntos de recursos de cada uma das três versões do padrão 802.11. O 802.11g tem que equilibrar dois tipos separados de modulação para fornecer compatibilidade retroativa com o 802.11b.
Comparação de Tecnologias 802.11
| 802.11b | 802.11a | 802.11g | |
Taxa máx. de dados Mbps | 11 | 54 | 54 |
Tipo de Modulação | CCK | ODFM | CCK and ODFM |
Taxas de Dados Suportadas | 1, 2, 5.5, 11 Mbps | 6, 9, 12, 18, 24, 36, 48, 54 Mbps | OFDM: 6, 9, 12, 18, 24, 36, 48, 54 Mbps CCK: 1, 2, 5.5, 11 |
Freqüências | 2.4–2.497 GHz | 5.15–5.35 GHz 5.425–5.675 GHz 5.725–5.875 GHz | 2.4–2.497 GHz |
O equilíbrio da modulação CCK e ODFM requer um mecanismo de segurança para controlar o tráfego. O padrão anterior 802.11b usa um mecanismo Pedido de Emissão/Pronto para Enviar (RTS/CTS) para determinar se a transmissão livre é possível. O padrão anterior 802.11b não tem ciência do ODFM e portanto somente pode ver outras transmissões 802.11b. Assim o padrão oficial 802.11g requer um mecanismo de proteção para operação mista b/g.
A Wi-Fi Alliance testa um de dois métodos de sinalização como parte da certificação, RTC/CTS e CTS-to-Self. A proteção CTS-to-Self envia uma mensagem CTS usando uma taxa 802.11b para limpar o ar, seguida por dados enviados usando uma taxa de dados 802.11g. Esses mecanismos de proteção exigem uma penalidade de desempenho. Isso significa que um dispositivo capacitado para 802.11g deve segurar o tráfego ODFM 802.11g para permitir que clientes 802.11b transmitam.
O rendimento máximo real em um ambiente misto b/g de um cliente 802.11g está limitado entre 14 e 15 Mbps. Isso ainda é aproximadamente três vezes mais rápido que o 802.11b. A especificação também permite um modo de Desempenho G ( somente G ) em que o rendimento possa chegar a 20-24 Mbps. Um modo adicional somente B foi adicionado para utilização em todos os ambientes 802.11b.
Vários fornecedores (em inglês) estão estendendo o rendimento ainda mais com um recurso chamado packet bursting, uma tecnologia que aumenta a velocidade mas não faz parte do padrão oficial 802.11g aprovado. Em redes mistas 802.11b/g, fornecedores estão alegando que essa tecnologia melhora o rendimento dos produtos 802.11g em cerca de 30%; e em redes somente de 802.11g, em até 50%. É improvável que os fornecedores implementem essa tecnologia de packet bursting da mesma forma. Como resultado, não conte com total interoperabilidade quando o packet bursting for usado.