Impacto no Brasil

A força feminina

A produtividade dos países com maior igualdade entre os sexos é 25% maior do que nas nações onde isso não ocorre. A conclusão é do Banco Mundial (Bird) e está registrada no Relatório de Desenvolvimento Mundial 2012: Igualdade de Gênero e Desenvolvimento. De acordo com o documento, a participação das mulheres na sociedade vem crescendo, mas ainda está longe de se equiparar aos homens. E o maior exemplo disso é a distância entre a média de salários pagos.

Essa análise confirma pesquisas realizadas no Brasil pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pelo Ipea (Instituto de Pesqusa de Economia Aplicada), que apontam que a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é, hoje, praticamente igual à dos homens: elas são 51,3% do total da população, 43,9% da População Economicamente Ativa (PEA) e 42,6% da ocupada. No entanto, a remuneração feminina continua bem abaixo da masculina.

A Organização das Nações Unidas (ONU) propõe alguns princípios para diminuir essa desigualdade no mundo, sob o lema igualdade significa negócios. Nós abraçamos essas premissas para elaborar um novo programa que será lançado durante o ano de 2012: Mulheres para o Trabalho. Exatamente como propõe a ONU Mulheres, nós vamos promover a educação, a capacitação e o desenvolvimento profissional para as mulheres, assim como apoiar o seu empreendedorismo e incentivar políticas de maior poder às mulheres em todo o nosso ecossistema.