Marista Centro-Norte: uma jornada de transformação digital do ensino remoto ao híbrido

26 de novembro de 2020

Postado por Microsoft Educação em Sem categoria

diversos alunos e uma mensagem em destaque

O trabalho em conjunto entre professores, coordenação e TI possibilitou a rápida mudança da aprendizagem presencial para a distância e híbrida na instituição

Se teve um recurso em comum, que foi utilizando com vigor em todos os setores durante esse período da pandemia foram as ferramentas tecnológicas. Das instituições de ensino, passando pelas indústrias e escritórios, praticamente todos tiveram que usar algum recurso para conseguir manter um pouco da rotina.

Nós sempre abordamos por aqui a importância da tecnologia para a educação em diferentes aspectos, mas neste ano ela foi extremamente necessária para a educação não parar. Em meados de abril, Jared Spataro, vice-presidente corporativo do Microsoft 365, disse que, nesta era do “tudo remoto”, vimos dois anos de transformação digital em dois meses. Esse é o caso das 19 unidades do Marista Centro-Norte (clique aqui e acesse o site da instituição), que tiveram apenas duas semanas para adaptar todo o seu conteúdo pedagógico para que seus alunos mantivessem a rotina das aulas em casa.

Deysiane Pontes, coordenadora educacional do Marista Centro-Norte, explica como foi o processo inicial para essa rápida transição: “As nossas escolas fecharam na semana do dia 16 de março, e nós tivemos uma semana para trabalhar no projeto de aulas online. Nós o nomeamos de ‘inédito viável’, inspirado no nosso projeto educativo e no educador Paulo Freire. Primeiro, nós pensamos na formação da equipe gestora, técnica e nos docentes e, depois disso, do dia 23 em diante, nós passamos a fazer o cadastro dos nossos alunos no Microsoft Teams. A instituição já tinha até então cinco ou seis unidades utilizando o Microsoft Teams, mas era mais um projeto piloto. Porém, com a urgência da pandemia, tomamos a decisão de implantar em todas. A forma mais prática foi fazer a substituição de um Moodle próprio que nós tínhamos para o Microsoft Teams. Lançamos o projeto no dia 23 e no dia 31 recomeçamos as aulas, na modalidade a distância”.


Alunos da Educação Infantil durante o ensino remoto

Para que o projeto fosse viável para todos os alunos e para as famílias, a gestão da instituição decidiu também adaptar o tempo das aulas. Na educação infantil, eles tinham 1h30 de interação com o estudante e a família. No Ensino Fundamental 1, a proposta era de três horas de aula síncrona, com o professor, e a partir do Ensino Fundamental 2, a carga horária era completa. Além disso, as aulas foram reduzidas para entre 30 e 40 minutos de acordo com a idade e a fase de desenvolvimento. “Na Educação Infantil, as professoras interagem com os estudantes e com as famílias, explicam as atividades, os roteiros de estudo, trabalham alguns componentes em especial, sempre com ludicidade e brincadeira. A partir do Fundamental 1, nós fizemos uma readaptação da nossa malha curricular, tanto da quantidade de aulas quanto dos componentes que seriam priorizados e dos tempos de aula. E com tudo isso, claro, fizemos as formações para que os professores pudessem adaptar as suas metodologias”, assegura Deysiane.

Adaptação dos professores, famílias e alunos nessa nova fase

A coordenação do colégio sabia que era importante investir na formação dos professores para que pudessem lidar com as dúvidas dos alunos e das famílias no dia a dia. Além de fazer uma maratona intensa para que eles aprendessem as funções básicas do Microsoft Teams, como baixar o aplicativo, por exemplo, aprender a ligar e tirar o som e projetar, eles fizeram uma campanha com todos os estudantes para agilizar o download e assim se adaptar à ferramenta.

A família dos alunos também tinha um papel importante nesse processo, por isso foram realizadas reuniões com todas elas para explicar desde o que era o Microsoft Teams até como seriam os roteiros de estudos e a carga horária das aulas. Deysiane fala um pouco sobre a importância do suporte familiar: “Sem o apoio da família, o estudante, de fato, não teria aderido e não teria se comprometido com a proposta, mas o Marista tem uma filosofia que envolve muito a família no seu processo educativo, tanto que a gente sempre fala que um dos valores da instituição é o espírito de família. E de fato esse espírito familiar nos ajudou muito. Sem eles não teríamos conseguido”.

Microsoft Teams: hub de colaboração no ensino remoto

Para que tudo saísse bem nas duas semanas em que antecediam a volta às aulas, todo mundo da coordenação se reuniu para fazer uma grande força-tarefa: “Enquanto um grupo fazia formação, outro escrevia documentos, outro fazia o cadastro dos alunos no Microsoft Teams. Ao todo, tivemos que cadastrar 33 mil alunos”, explica Deysiane.

Quando os alunos começaram de fato a usar o recurso no ensino a distância, a escola acompanhou de perto, e, num primeiro momento, as funções eram feitas em conjunto para que todos pudessem entender. Outra decisão importante que foi tomada em relação à ferramenta foi o investimento em aulas síncronas, principalmente pelo apoio emocional que os alunos precisavam.


Aluna Ana Beatriz em uma videoconferência no Microsoft Teams

“Nós precisávamos ter contato com os estudantes da melhor forma possível. A gente entendeu que mesclar atividades síncronas e assíncronas era o melhor modelo para aquele momento, não só para os estudantes, mas para os professores também. A gente entendeu que só enviar roteiro de estudo ou só enviar a aula gravada não seria suficiente, e por isso investimos no ao vivo”, destaca Deysiane.

Um dos fatores importantes a ser ressaltados no sucesso do uso do Microsoft Teams em todas as unidades foi a integração entre o setor educacional, a tecnologia educacional e a tecnologia da informação. Flávio Medeiros Mariz, Gerente de Tecnologia da Informação” do Marista Centro-Norte, destacou a importância de essas áreas andarem de mãos dadas: “Aqui foi uma grande parceria, diria até que foi uma simbiose. TE e TI atuaram muito juntos e se não fosse assim não teríamos conseguido. Acredito que, muitas vezes, nós vemos uma TI afastada do grupo de educação e não é o correto. Tanto que estamos colhendo frutos dessa parceria desde março”.

Ensino híbrido como tendência para 2021

Para o próximo ano, a perspectiva dos especialistas é a adoção do ensino híbrido, de forma a permitir aos alunos complementar as atividades presenciais em casa etambém evitar que estudantes do grupo de risco tenham contato com o vírus. Atualmente as unidades do Marista Centro-Norte já estão com esse modelo implantado desde setembro, como se fosse uma terceira modalidade: eles foram do 100% presencial para o 100% online e agora para um modelo que mescla as duas formas.

“Para adotar o ensino híbrido, fizemos um planejamento gigantesco, composto de uma série de medidas, desde protocolos de segurança para que todos tenham sua vida e sua saúde resguardadas até apoio e informações para que as famílias tenham segurança de aderir ao modelo híbrido. Além disso, realizamos pesquisas com as famílias para planejar quantos estudantes voltariam, quantos deles continuariam acompanhando tudo de casa, uma avaliação diagnóstica no retorno presencial porque a gente precisa também fazer esse acolhimento socioemocional e verificar as aprendizagens do ano”, afirma Deysiane.


Alunos do Colégio Marista Natal no ensino híbrido

Ensinamentos e aprendizados que ficarão para sempre

Não foi um período fácil para ninguém. Algo unânime entre os profissionais da educação é que esses nove meses de ensino a distância foram superdesafiadores. As instituições fizeram seus planejamentos, mas foram se adaptando ao longo do caminho, verificando o que funcionava, o que estava atrapalhando, como os alunos e professores estavam se sentindo.

Mas muitos desses ensinamentos ficaram também. Deysiane ressalta, principalmente, o avanço no letramento digital, tanto de professores quanto de equipe técnica, gestores e estudantes. “Nós trabalhamos com muito afinco com os nossos estudantes e eles estão extremamente hábeis. Foi um período em que a gente foi levado a uma imersão digital muito forte e, com certeza, após essa experiência vamos expandir o espaço escolar para um ambiente virtual.”

“Em especial, o que ficou desse período foi a motivação do nosso grupo de não parar a educação – acho que isso é o que vai ficar mais marcado – e, claro, a importância da educação não só para a aprendizagem, mas para a socialização e o lado emocional de todas as crianças e adolescentes”, finaliza Deysiane.

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