Os maiores desafios para quem quer empreender no Brasil

Persistência é fundamental para empreender no Brasil. Apesar do cenário econômico desafiador onde as pessoas pensam em ideias para empreender com pouco dinheiro e da burocracia que leva as pessoas a pensar em qual seria a melhor cidade para empreender no brasil, cresce o investimento em novos nichos de mercado.

Neste texto, falaremos um pouco sobre as diferenças entre o empresário e o empreendedor, além de tentarmos mostrar os motivos de ser tão difícil empreender no Brasil. Por fim, apresentaremos uma das ideias para empreender que anda em alta para o seu negócio: o empreendedorismo digital. Esta prática, com o avanço da tecnologia e a expansão do acesso às redes digitais através da Internet móvel, se torna uma opção simples e eficaz para quem deseja tocar um negócio lucrativo no Brasil.

Qual a diferença entre empresário e empreendedor?

Um erro comum, inclusive para quem é do mundo dos negócios, é confundir empresário com empreendedor. São coisas diferentes. Um passo para entender as diferenças entre eles está no conceito de empreendedorismo.

Empreendedorismo é saber identificar tanto problemas como oportunidades. Ao fazer isso, se torna capaz de planejar e executar soluções, bem como investir recursos na criação de algo que será positivo, útil e modificador na sociedade. Você pode empreender abrindo um negócio ou, dentro do seu emprego, concebendo um projeto.

Se você desenvolve ou busca o caminho tal como descrito no parágrafo anterior, parabéns! Você é um empreendedor. E o empresário?

Já o empresário é aquele que administra uma empresa que ele criou, adquiriu ou, até mesmo, herdou. Na mente do empresário não há a vontade de fazer algo diferente ou útil para a sociedade, o que ele deseja é apenas perpetuar a empresa.

Por que é tão difícil empreender no Brasil?

Basicamente há dois grandes grupos de dificuldades que o empreendedor encontra no mundo dos negócios no Brasil, posto por nossa cultura de trabalho. Um é composto pelas dificuldades burocráticas que as leis brasileiras promovem. Outro é composto pelas vivências de trabalho que essa cultura brasileira promove.

A cultura de trabalho do brasileiro é composta por um tipo de emprego, popularmente chamado de “carteira assinada” ou CLT (Consolidação das Leis do Trabalho, o dispositivo legal que regula as relações trabalhistas no Brasil, estabelecido durante o Governo Getúlio Vargas nos anos 1940), que assegura o trabalhador brasileiro com salário fixo, férias regulares e 13º salário, além de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), Seguro Desemprego, além da contribuição da Previdência Social.

Isso, somado aos impostos específicos, bem como os vinculados à abertura e à manutenção mensal das empresas, se coloca enquanto entrave na vida da maioria dos empreendedores, que buscam negócios novos, inovadores, sem tanta estrutura e baseados mais em visões de futuro a partir de seu conhecimento do mundo.

Além disso, tem o fato de o empreendedor ter sido, na maior parte das vezes, um trabalhador de carteira assinada antes de buscar ter o seu próprio negócio. Assim, sua vida financeira está acostumada com os benefícios que a carteira assinada dá ao trabalhador, sem se dar conta o quanto isso onera tanto o empregador, bem como isso o mal condiciona, impedindo uma mudança rápida de vida financeira. Muitos cursos de empreendedorismo, tais como os promovidos no SEBRAE, ajudam a refletir sobre esta transição.

Soma-se a estes dois grupos de dificuldades, alguns condicionantes como morosidade em obter aprovações e alvarás, além de alguns entraves em obter linhas de crédito com juros acessíveis onde o empreendedor acaba tendo um “custo Brasil” que faz muitos negócios fecharem antes de um ano de existência.   

O que é empreendedorismo digital?

Uma alternativa cada vez mais escolhida pelos empreendedores brasileiros é optar pelo desenvolvimento do seu negócio em ambiente digital. A este fenômeno é dado o nome de empreendedorismo digital.

Esta forma de empreender, na maioria das vezes, possui menores custos e é mais rápida diante de alguns processos burocráticos – especialmente àqueles envolvendo o ponto de venda que deixa de ser físico (por exemplo, um imóvel e suas necessidades de alvará, adaptações técnicas, manutenções) para se tornar digital (um site próprio ou uma conta em um marketplace, nome dado para as plataformas multiusuário de comércio eletrônico).

Em 2019, a ABComm, Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, estimou que as vendas digitais superariam quase 80 bilhões de reais em cerca de 265 milhões de pedidos efetuados no ano, em plataformas digitais de vendas.

Existem muitas tendências de empreendedorismo digitais. Elencaremos quatro neste texto para que você se inspire e decida qual deseja buscar no seu próprio negócio:

  • Mercado de nicho: nicho é o termo que define um mercado ultraespecializado, composto por consumidores que possuem necessidades e demandas bem específicas. É considerado o mercado padrão para os empreendedores e as tecnologias digitais ajudam a aproximar os negócios deste tipo de consumidor.
  • Experiência do usuário: a User Experience, popularizada pela sigla UX, é uma tendência de design que pensa na experiência do usuário ao se relacionar com determinado negócio. Muitos empreendedores digitais saem na frente de empresas tradicionais ao proporcionar, através de seus sites e aplicativos, uma experiência agradável de consumo, que acaba fidelizando o consumidor e fazendo que ele consuma e vivencie melhor o seu produto ou serviço.
  • Internet das Coisas: considerada a principal inovação da Internet, a Internet das Coisas ressalta os links entre coisas físicas e coisas digitais. Isso, no mundo dos negócios, significa muito mais do que consumo por celulares ou computação em nuvem. Isso significa a possibilidade de comprar em um aplicativo e aquilo estar disponível em um ponto de venda físico ou para entrega em algumas horas.
  • Marketing Interativo: em um mundo onde as redes sociais ganham cada vez mais evidência, uma boa forma de marketing não é o da propaganda unidirecional, ou seja, você fala e o consumidor ouve. A ideia dos novos empreendimentos é dialogar com o consumidor, interagir nas redes sociais e fazer da compra uma experiência expandida. 

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